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Censo indica estabilidade de onças-pintadas na fronteira entre Argentina e Brasil; cerca de 25 felinos vivem no lado brasileiro

Dados são divulgados a cada dois anos

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(Foto: Divulgação)

Dados do censo realizado pelo Projeto Onças do Iguaçu, programa que trabalha com a conservação do meio ambiente em Foz do Iguaçu registrou estabilidade na população de onças-pintadas no lado brasileiro.

O resultado 2022 foi divulgado neste sábado (3). O levantamento é realizado a cada dois anos conduzido entre pesquisadores do Brasil e Argentina. Ao todo, foram mapeados 582.123 hectares de mata.

Em média, são cerca de 25 felinos transitando no lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu. Em todo o corredor verde, entre os dois paises, são estimadas 93 onças, informou o censo.

O monitoramento foi feito por 224 estações de amostragem. São 72 armadilhas fotográficas que fazem os registros dos bichos no lado brasileiro, e 152 no lado argentino. Cada estação possuí duas câmeras.

“É animador que após a grande queda populacional sofrida no início deste século, a população de onças-pintadas no Corredor Verde vem se recuperando há mais de uma década, tendo conseguido dobrar entre 2005 e 2016”, afirmou a coordenadora executiva do projeto, Yara Barros.

As onças são identificadas por meio do padrão das manchas, únicas em cada animal, como se fosse uma impressão digital.

Câmeras espalhadas

Para chegarem aos dados, pesquisadores capturaram mais de 3,5 mil fotografias. Ao todo foram registradas 55 onças nos dois países ao longo da área de estudo.

Pesquisadores fizeram um cruzamento com as informações com base no espaço monitorado e na quantidade de felinos diferentes observados.

Em quase 20 anos, a pesquisa apontou que o número de onças-pintadas mais que dobrou. Em 2025, a estimativa era de 40 animais. Um número pouco, segundo os estudiosos, para garantir a sobrevivência da espécie.

Proteção e conservação

Segundo a coordenadora do projeto, a estabilidade da fauna é devido aos combates aos caçadores e da conservação do meio ambiente.

“Essa população dobrou de tamanho e agora entrou numa fase de estabilidade.Isso significa que ela esta conseguindo se manter, que o trabalho que a gente está fazendo pra segurar essa população”, disse.

Sobre o projeto

Os dados sobre as onças são coletados por pesquisadores brasileiros e argentinos desde 2009. Em 12 anos, o número de onças na reserva quase dobrou.

Segundo o projeto, entre o Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) e o Parque Nacional Iguazú (Argentina), a espécie saltou de uma população efetiva estimada em 50 indivíduos em 2008 para 90 indivíduos em 2016.

Por meio dos pontos de monitoramento entre Brasil e Argentina, foram coletadas 693 mil imagens, flagrantes que mostram como as onças se comportam longe da presença do homem.

Onças no Parque Nacional do Iguaçu

Os dados sobre as onças são coletados por pesquisadores brasileiros e argentinos desde 2009. Em 12 anos, o número de onças na reserva quase dobrou.

Segundo o projeto, entre o Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) e o Parque Nacional Iguazú (Argentina), a espécie saltou de uma população efetiva estimada em 50 indivíduos em 2008 para 90 indivíduos em 2016.

Por meio dos pontos de monitoramento entre Brasil e Argentina, as câmeras instaladas em locais estratégicos registram flagrantes que mostram como as onças se comportam longe da presença do homem.

Com G1

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