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CMEI de Pato Bragado recebe orientações de prevenção à doença mão-pé-boca

Enfermeira Fernanda Regina Brod prestou explicações e esclarecimentos às professoras da educação infantil (Foto: Marili Koehler)

Doença viral e altamente contagiosa que causa feridas e bolhas nas mãos, nos pés e na boca, além de garganta, a síndrome mão-pé-boca faz com que as Secretarias Municipais de Saúde e Educação se mantenham alertas, principalmente considerando que a ocorrência maior é em crianças na faixa etária de até cinco anos.

Alguns municípios da região já suspenderam seus atendimentos em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e pré-escolas porque registraram número alto de casos, já que a doença é considerada altamente contagiosa, portanto, de propagação rápida.

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Em Pato Bragado ainda não ocorreram registros da doença, mas os setores responsáveis estão atentos e realizam ações de prevenção. Na segunda-feira (22), a chefe do Setor de Epidemiologia da Unidade Básica de Saúde, enfermeira, Fernanda Regina Brod prestou diversas explicações e esclarecimentos sobre o assunto às professoras da educação infantil CMEI Gotinha de Mel.

A profissional revelou as formas de transmissão da doença, que ocorrem pelo contato direto com outra criança infectada ou com suas secreções, por meio de alimentos e de objetos contaminados. “Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante cerca de quatro semanas”, apontou.

Fernanda citou o exemplo dos brinquedos. “A criança pega um brinquedo e coloca na boca. Depois outra criança pega o mesmo brinquedo. Mesmo sem colocar na boca, só o ato de tocar nele, sem lavar as mãos e com elas levar um alimento à boca já é o suficiente para o contágio.

Enfermeira Fernanda Regina Brod prestou explicações e esclarecimentos às professoras da educação infantil (Foto: Marili Koehler)

A enfermeira também apresentou os sintomas da doença que são febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões, amígdalas e faringe de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas, erupções de pequenas bolhas em geral nas plantas dos pés e das mãos, e que podem aparecer nas nádegas e na região genital, dor de garganta e dor ao engolir, mal-estar, irritabilidade, perda de apetite.

Por fim recomendou aos professores da educação infantil que orientem os pais a procurarem a Unidade Básica de Saúde e deixarem as crianças em casa, em repouso, enquanto durar a infecção que geralmente melhora naturalmente, sem tratamento específico, porém é necessário o uso de medicamentos para aliviar a dor e a febre. “Além disso, é importante que se lembrem de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada”, frisou Fernanda.

 

Com assessoria

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