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Cobrança de pedágio na região Oeste já tem indicativo de data para começar

Desta vez o contrato não será uma mãe para as concessionárias, avaliam lideranças


calendar_month 12 de abril de 2025
3 min de leitura
Siro Canabarro: “Trata-se de um contrato bem feito, maduro, em que as partes fizeram o dever de casa”

O contrato do lote 6 das novas concessões rodoviárias será assinado no próximo dia 11 de abril. 30 dias regulamentares depois, a concessionária EPR, vencedora do leilão de único lance, já pode começar a cobrança do pedágio.

Ou seja, a cobrança começa no segundo domingo de maio, no Dia das Mães. No último dia 14 lideranças do G8, grupo que reúne algumas das principais entidades de Cascavel, receberam a diretoria da concessionária na sede da Acic.

A conversa trouxe relativo otimismo para as lideranças empresariais. Imagina-se que –
embora as datas coincidentes – o contrato dessa vez não será uma “mãe” para a concessionária.

“Trata-se de um contrato bem feito, maduro, em que as partes fizeram o dever de casa.
Traz a segurança que o anterior deveria ter”, avaliou o presidente da Acic, Siro Canabarro.

O encontro permitiu ao G8 compartilhar inquietações e ruídos gerados na região a partir do ínfimo desconto obtido sobre a tarifa no leilão do lote 6, cujas principais rodovias estão no Oeste e Sudoeste do Paraná: 0,08%.

O diretor-presidente da concessionária, Marcos Moreira, atribuiu a baixa concorrência no certame ao cardápio de obras sobrecarregado do lote. Ele deu a entender que não houve competição em razão dos desafios inerentes aos aportes bilionários necessários para tocar as obras. Serão R$ 20 bi em 662 quilômetros concedidos.

Neste aspecto, as lideranças do G8 trouxeram a preocupação com o apagão de mão de obra e mesmo de equipamentos para dar conta de tantas frentes de obras concentradas nos primeiros anos do contrato.

E também aventaram a possibilidade de o governo federal, prefeituras ou de empresas como Itaipu assumirem parte das obras para baixar as tarifas. Essa possibilidade está admitida no contrato. O que é inegociável, e ficou claro no encontro, é a majoração em 40% da tarifa nos novos trechos duplicados.

OS NÚMEROS

A média de tarifas obtidas após os leilões em lotes concedidos no Paraná ficou em 13 centavos por quilômetros. Há trechos de até 11 centavos. Mas no lote 6, sem concorrência e sobrecarregado de obras, o custo será de 17 centavos por quilômetro.

O Observatório das Concessões da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) elaborou uma base de cálculos já corrida pelo IPCA do período. Assim, a tarifa em São Miguel do Iguaçu será de R$ 17,10. Na praça de Cascavel, R$ 14,80. O pedágio mais caro será na nova praça de Lindoeste, rodovia 163: R$ 18,20. Já em Céu Azul será de R$ 17,10, cálculos válidos para veículos de passeio. Sobre es

Por Jairo Eduardo. Ele é jornalista, editor do Pitoco e assina essa coluna semanalmente no Jornal O Presente

pitoco@pitoco.com.br

 
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