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Com 1.621 mil votos, candidata mais votada de Toledo não se elege à Câmara

calendar_month 21 de novembro de 2020
3 min de leitura

Marli Gonçalves Costa, de 51 anos, foi a candidata a vereadora mais votada em Toledo nas eleições 2020. Entretanto, ela não foi reeleita no cargo.

A candidata, que tinha o nome na urna como Marli do Esporte (PSB), recebeu 1.621 votos. O candidato eleito com mais votos recebeu 1.289 votos dos eleitores.

Isso ocorreu porque para ocupar uma cadeira na Câmara Municipal também é necessário levar em consideração o quociente eleitoral, que é o número de votos que cada partido precisa ter para conseguir uma vaga na Câmara.

Funciona assim: Em um município hipotético com 10 vagas na Câmara e 100 mil votos válidos (os votos sem os brancos e os nulos), os partidos precisam ter pelo menos 10 mil votos para ter direito a uma cadeira no Legislativo municipal.

Marli foi secretária de Esportes entre 2012 e 2016. À época, ela trabalhava no governo do prefeito eleito Beto Lunitti (MDB). Sem ser reeleita, ela deixará o cargo de vereadora pelo PC do B em 31 de dezembro.

“A população mostrou que me queria lá, o que não permitiu isso foi o sistema. Na minha opinião, esse sistema não representa a democracia, pois eu poderia ter articulado com partidos maiores ou poderíamos ter colocado mais candidatos no nosso partido, mas não, fomos para as eleições com 16 trabalhadores”, disse Marli.

Para ela, os mais votados deveriam ocupar as cadeias na Câmara. Mesmo assim, a atual vereadora contou que ficou contente com o resultado, pois mostrou que o trabalho dela foi reconhecido pela população.

Marli é professora do estado aposentada. Ela irá se aposentar pelo município em maio de 2021, mas disse que não pretende parar com os trabalhos no setor público.

Quociente eleitoral em Toledo
No caso de Toledo, com 70.209 votos válidos e 19 vagas na Câmara, o quociente eleitoral é de 3.695

Para que um partido elegesse um vereador na cidade, ele precisaria atingir um somatório de votos, seja nominal, seja por voto em legenda, no mínimo de 3.695.

No caso do PSB, que é era o partido da candidata, o quociente partidário (votos em candidatos do partido acrescidos dos votos em legenda) foi de 2.523 nesta eleição municipal.

Por conta da legislação, o candidato Genivaldo Paes, do PL, foi eleito mesmo com uma votação menor do que Marli, pois teve 1.289 votos válidos. Isso ocorreu porque o quociente partidário do partido dele foi de 7.956, ou seja, atingiu o quociente eleitoral.

 

Vereadores eleitos

  1. Genivaldo Jesus (Cidadania) – 1.289 votos – 1,83%
  2. Professor Oseias Soares (PP) – 1.286 votos – 1,83%
  3. Genivaldo Paes (o Gabriel) (PL) – 1.189 votos – 1,69%
  4. Valtencir Careca (PP) – 1.178 votos – 1,67%
  5. Chumbinho Silva (PP) – 1.133 votos – 1,61%
  6. Jozimar Polasso (PP) – 1.109 votos – 1,57%
  7. Bozó da Borracharia (PSC) – 1.097 votos – 1,56%
  8. Gabriel Baierle (DEM) – 1.053 votos – 1,50%
  9. Marcelo Marques (Patriota) – 1.040 votos – 1,48%
  10. Valdir Rossetto (PL) – 1.039 votos – 1,48%
  11. Olinda Fiorentin (PSD) – 1.000 votos – 1,42%
  12. Elton Welter (PT) – 952 votos – 1,35%
  13. Pedro Varela (PP) – 909 votos – 1,29%
  14. Geraldo Weisheimer (PL) – 822 votos – 1,17%
  15. Marly Zanete (PV) – 783 votos – 1,1%
  16. Bisognin (MDB) – 735 votos – 1,04%
  17. Gilson Francisco (Cidadania) – 659 votos – 0,94%
  18. Dudu Barbosa (Republicanos) – 645 votos – 0,92%
  19. Beto Scain (MDB) – 621 votos – 0,88%

Com G1

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