Não há tempo para comemorar o aniversário. A data que marca os 30 anos do Hospital Universitário da Unioeste, em Cascavel, é a mesma do término do prazo, para o pagamento dos salários de 130 médicos.
Os profissionais são terceirizados. Aqueles contratados por meio de CNPJ. O pagamento é referente aos trabalhos do mês de março deste ano.
O salário retroativo é um procedimento comum no SUS, mas o subsídio deveria ter vindo no último dia 10. O valor de R$ 1,6 milhão segue sem previsão de chegar na Unioeste. Apesar da situação crítica, o diretor da instituição garante que não vai faltar atendimento.
Os problemas com dinheiro passam por quase todos os corredores do hospital. A ala G2, inaugurada em 2018, com 30 leitos, segue ativa. Só não se sabe até quando.
Falta recurso até mesmo na lavanderia. A secretaria estadual de saúde arcou com os custos em 2017. Mas parou de pagar em novembro de 2018. De lá pra cá, 4 milhões ao ano, que não estavam no planejamento. Mas na lista de dificuldades, ainda tem mais.
A instituição vem sobrevivendo à crise, com iniciativas próprias. A alternativa encontrada foi baixar o estoque de suprimentos. Desde material de limpeza, à medicamentos.
Considerando todas as áreas de atuação, o HU conta hoje com 1.110 funcionários, que realizam 70 mil atendimentos ao ano.
A unidade é a que atende o maior número de demandas de urgência e emergência na cidade e dá suporte aos casos mais graves. Só as equipes do Samu, levam de 12 a 20 pacientes por dia, para receber atendimento.
É com preocupação e driblando desafios que o hospital universitário chega a mais uma década. Com aniversário se adquire experiência, mas sem recurso, o futuro pode não ser tão promissor quanto o esperado.
Com Catve