Os sobrenomes anunciavam quem eram os anfitriões: Najib, Fayad, Gazzaoui, Simeão… já os convidados podiam ser descendentes de poloneses, como os Gurgacz, italianos como Roman, Pitol, Grolli, Bonacin e Rotta, além de outras tantas descendências no mosaico étnico que forma Cascavel.




O encontro precedido de um almoço típico árabe foi além de anunciar a primeira mesquita de Cascavel. A comunidade muçulmana confirmou algo maior: um centro cultural islâmico, com espaço inclusive para abrigar refugiados de conflitos internacionais e imigrantes.
O centro islâmico também estará voltado para o mundo dos negócios, operando em fina sintonia com a agroindústria local, da qual os países árabes são grandes clientes, inclusos entre os principais importadores de proteina animal.
Cooperativas como a C.Vale, Lar, Coopavel e Copacol, além da BRF/Sadia, implementam estruturas próprias no frigoríficos para atender exigências dos importadores islâmicos, entre elas o abate Halal, que segue uma série de procedimentos específicos e exige uma certificação própria.
O Centro Cultural Islâmico já tem área designada a partir da doação de um terreno no futuro Ecoparque, projeto habitacional e educacional disruptivo dos empresários Chico Simeão e Luiz Bonancin. As linhas arquitetônicas foram desenhadas em Dubai pelo engenheiro com passagem por Cascavel, Omar Hamaoui.
“É muito mais que uma mesquita, o Centro Cultural Islâmico terá biblioteca, local de estudo, recepção de turistas, refugiados, homens de negócios”, enfatiza o professor do Curso de Odontologia da Unioeste, Najib Hamaouni.
Prestigiaram também o lançamento a primeira e única vereadora islâmica da América do Sul, Anice Gazzaoui, e o sheik Oussema El Zahed, ambos de Foz do Iguaçu.
Por Jairo Eduardo. Ele é jornalista, editor do Pitoco e assina essa coluna semanalmente no Jornal O Presente