Municípios Dengue

Cuidados com água parada devem ser mantidos para evitar proliferação do Aedes Aegypti

(Foto: Divulgação)

O novo coronavírus (Covid-19) é o foco de todos e ocupa espaço em noticiários, redes sociais, conversas familiares, reduzindo a atenção no combate a outras doenças graves, como a dengue. Naocorrência de chuvas, por exemplo, os cuidados devem ser mantidos e até redobrados porque elevam os riscos de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Em Quatro Pontes, inclusive, o expressivo volume de água parada é o principal problema verificado pelas agentes de endemias em domicílios.

Hoje (02), o boletim epidemiológico da dengue, atualizado diariamente pela Secretaria de Saúde, tem 616 notificações, 570 confirmados, 45 descartados, nenhum no aguardo de exames e um óbito. Apesar de ter superado a epidemia de dengue, o município ainda registra novos casos, entretanto, de forma mais lenta. Na semana passada, as agentes de endemias, Daiane Aline Laufer Schroder e Marciane Inês Kollett, realizaram em 20% dos imóveis na cidade o Levantamento de Índice Amostral (LIA), que tinha sido suspenso pela Secretaria de Estado da Saúde por conta da pandemia do Covid-19, com a coleta de larvas, a fim de verificar o índice de infestação do mosquito. O resultado ficou em 0,27%, sendo positivo, pois o preconizado pelo Ministério da Saúde é de até 1%.

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Marciane pede a colaboração da população, pois o mosquito continua se procriando até no clima frio, contudo, de forma mais branda. “Devemos continuar atentos, pois quando a temperatura aumentar haverá novos casos de dengue, pois os ovos duram cerca de um ano e meio sem contato com água. Com a epidemia que tivemos, a maioria desses ovos estão contaminados”, diz. Ela acrescenta: “O índice do LIA está bom, mas não é por isso que se pode relaxar. Na última semana, encontramos muita água parada, a qual foi coletada da chuva. Sabemos da deficiência hídrica que estamos vivendo, mas é preciso tomar cuidado com a coleta, ou seja, se a água estiver em baldes, tonéis ou em qualquer reservatório aberto é essencial usar o mais rápido ou colocar em recipientes fechados, como garrafa PET, litro de amaciante, entre outros. No caso das cisternas, devem estar devidamente vedadas com tela e tampa. Se o armazenamento é em tambores precisam ter torneira para o esgotamento da água, evitando, assim, a sua abertura, pois existe a chance de criação do mosquito e ao abrir a tampa o mesmo pode voar”.

Vistorias

O Ministério da Saúde havia restringido as visitas diárias em prevenção ao Covid-19, mas recentemente autorizou a retomada das vistorias feitas pelas agentes de endemias, que até então somente atendiam denúncias. Durante o período de vigência da urgência do novo coronavírus, contudo, precisam atender importantes medidas orientativas, como não realizar visita domiciliar caso o responsável do imóvel tenha idade superior a 60 anos; não realizar atividades no intra domicílio, estando limitada à área peridomiciliar (frente, lados e fundo do quintal ou terreno); estimular o autocuidado da população sobre as ações de remoção mecânica dos criadouros do mosquito e outras medidas de prevenção e controle de doenças, devendo realizar à distância mínima de dois metros ou por interfone; em todas as situações em que houver a necessidade de tratamento do criadouro, utilizar luvas de látex, ao deixar o local descartá-las em local apropriado e depois fazer a higienização das mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos ou usar um desinfetante à base de álcool 70%; e exige-se o distanciamento mínimo de dois metros entre as agentes e as pessoas presentes no momento da visita.

Com assessoria

 

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