Com a proximidade dos períodos mais frios do ano, também se aproxima a época da semeadura das culturas de inverno, as quais são consideradas importantes para a rotação, que tem por finalidade a proteção do solo e a ciclagem dos nutrientes.
Deixar uma área em pousio não é a melhor opção para o agricultor, enaltece o engenheiro agrônomo Marcio André Ruediger, da Unidade Copagril de Quatro Pontes. Ele diz que esse tipo de “economia” traz uma série de problemas, como, por exemplo, dificuldade no manejo de plantas daninhas pré-plantio da cultura de verão e aumento do banco de sementes no solo, o que dificulta o manejo nas culturas sucessoras. “Deixar a área em pousio pode ser substituída por boas práticas agrícolas, como a utilização de plantas de cobertura verde, a chamada adubação verde, que, além de beneficiar o desenvolvimento da cultura seguinte, facilita o manejo de plantas daninhas e a ciclagem de nutrientes em benefício da próxima cultura”, ressalta.
O agrônomo diz que aos produtores que optarem por não cultivar nenhuma cultura com fins econômicos no período de inverno recomenda-se que seja implantada uma cultura com a finalidade de produção de palhada para a proteção do solo. Para isto, menciona, podem ser utilizadas culturas como a aveia preta, nabo, ervilhaca, entre outras, ou, ainda, utilizada uma mistura de sementes.
Implantação da cultura
“Primeiramente, para a implantação da cultura, o produtor deve fazer o correto manejo das plantas daninhas para posterior semeadura. A dessecação deve ser realizada de 20 a 50 dias antes do plantio, conforme a cultura, estágio de desenvolvimento e as condições climáticas. Desta forma se recomenda até duas aplicações. A primeira com aproximadamente 30 dias antes do plantio, o que evita a presença de massa verde, e a segunda antes da semeadura, para o controle do primeiro fluxo de plantas daninhas após a dessecação inicial”, detalha Ruediger.
Ele chama a atenção para que para a implantação da cultura deve-se dar importância à escolha de sementes de boa qualidade. “Não é recomendável o uso de sementes que não tenham certificação, pois elas não possuem garantias de padrões de qualidade, como pureza física, germinação, vigor e sanidade”, salienta.
O próximo passo será a semeadura. “Nesta etapa deve-se atentar para a época de semeadura, regulagem correta na distribuição das sementes e a população adequada para cada espécie a ser implantada. É necessário verificar também as condições climáticas para que se possa ter umidade suficiente para estabelecimento e desenvolvimento adequado da cultura, e também para se ter uma boa distribuição e correta cobertura das sementes”, explica.
De acordo com o agrônomo, o agricultor dispõe de várias ferramentas e tecnologias para auxiliá-lo no campo e o sucesso de sua lavoura também depende, em grande parte, da atenção, monitoramento e cuidados em cada fase do plantio. “A adoção de boas práticas agronômicas conhecendo o ambiente poderá resultar no sucesso da atividade”, pontua.
Ruediger comenta que a Copagril disponibiliza ao agricultor sementes certificadas de boa qualidade e uma equipe agronômica preparada para dar o suporte necessário em cada etapa do cultivo.
Com assessoria