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Curso de Educação Física da Unioeste pode voltar a ter aulas presenciais

calendar_month 11 de novembro de 2020
4 min de leitura

Há 239 dias as portas das salas de aulas das universidades estaduais do Paraná foram fechadas para o ensino presencial por conta da pandemia do coronavírus. Hoje, a maioria dos acadêmicos e professores aderiu às aulas remotas. Na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) não foi diferente. Apenas os últimos anos dos cursos voltados à saúde retornaram com as aulas práticas em outubro, devido ao caráter emergencial de suas funções e ao papel que podem desempenhar ainda durante a situação pandêmica.

 

EDUCAÇÃO FÍSICA

Além de Odontologia, Fisioterapia, Medicina, Enfermagem e Farmácia, o reitor da Unioeste, Alexandre Webber, declarou ao O Presente que somente outro curso pode, neste momento, voltar a ter aulas presenciais: Educação Física. “Existe uma discussão que está em análise para saber o que é possível ou não, ainda que apenas algumas disciplinas nesses cursos voltem ao ensino presencial, a maioria segue sendo feita de maneira remota”, ressalta.

Implantada em 1984, a graduação em Educação Física, tanto licenciatura quanto bacharelado, é ofertada no campus de Marechal Cândido Rondon.

 

CALENDÁRIO LETIVO

Webber diz que o calendário letivo de 2020 está previsto para terminar somente em setembro de 2021 e não há, segundo ele, nenhuma maneira de prever o que vai acontecer até lá. “Tudo depende da autorização da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Conforme ela for flexibilizando, nós encaminharemos a decisão aos colegiados para análise e aí saberemos se as aulas voltarão ou não a ser presenciais. Eu acredito que essas autorizações serão feitas aos poucos, de forma gradativa”, opina.

Na última sexta-feira (06), o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Unioeste aprovou o calendário acadêmico referente à conclusão do ano letivo de 2020. O ensino será totalmente remoto para todas as disciplinas, séries e alunos. As matrículas acontecem nos dias 09 e 10 de dezembro e já no dia 18 de janeiro iniciam as atividades referentes ao 2º período especial emergencial.

 

EXPECTATIVA DE NORMALIZAÇÃO

Em recente entrevista ao O Presente, o reitor da Unioeste estimou que a universidade deve demorar em torno de três anos para recuperar o cronograma. “Eu falo recuperar no sentido de nós recuperarmos o ano começando em março, voltar o calendário e começar do zero, porque tudo depende do mês que irá o outro calendário, vai iniciar no meio do ano e aí você avança em janeiro. Por isso falo três anos para você voltar ao calendário normal, (com as aulas) começando em março e acabando em dezembro”, expôs.

 

PESQUISAS

Em julho, os acadêmicos participaram de uma pesquisa feita pela Unioeste que buscou conhecer a realidade dos estudantes, por meio da qual 57% responderam que preferiam aguardar as aulas presenciais.

Mesmo assim, a universidade decidiu retomar o calendário letivo de 2020 em 17 de agosto com aulas remotas para algumas disciplinas, dando a opção ao acadêmico de cursar ou não as disciplinas de maneira virtual, sem prejuízos à sua graduação.

Em outubro, cerca de 1,3 mil acadêmicos participaram de uma avaliação do método de ensino remoto aplicado pela Unioeste. Conforme o reitor, a maioria afirma não ter dificuldades e aceita essa metodologia de ensino. “Eles entendem que neste momento só é possível (ter aulas) dessa maneira”, pontua.

 

PREJUÍZO

Ao avaliar o ano pandêmico, Webber admite que houve prejuízos para os estudantes. “Não tem como falar que não houve (prejuízo), mas há um esforço muito grande por parte de todos no ensino remoto. Não dá para dizer que é a mesma coisa que o presencial, principalmente para aquelas pessoas que chegam em casa à noite, cansadas. Na sala de aula elas já ficam cansadas, imagine em casa”, ressalta.

 

PRIMEIRO ANO DE GESTÃO

Em relação ao seu primeiro ano à frente da Unioeste, Webber afirma que, apesar de estar sendo um período difícil, ainda assim tem sido produtivo. “A situação normal de uma universidade pública já não é fácil, agora com a pandemia complicou bem mais. Acredito, porém, que, com a união da universidade, estamos passando o ano da melhor maneira possível. Ainda é longe do que gostaríamos, mas considero que foi um ano relativamente produtivo”, enaltece o reitor, que comandará a Unioeste até 2023.

 

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