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Dada largada à colheita do milho safrinha na microrregião de Marechal Rondon

calendar_month 24 de junho de 2022
4 min de leitura

O milho safrinha está presente em 449.029 hectares distribuídos entre os municípios que integram o Núcleo Regional de Toledo da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Aos poucos, os verdes dos milharais vão desbotando e as áreas chegando ao ponto da colheita.

“Esperamos por uma boa safra de milho na nossa região. No Brasil, a expectativa é boa e a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) prevê aumento na produção. Prevemos recuperar um pouco dos prejuízos causados nas duas últimas safras de milho e uma safra de soja”, comenta o chefe do Núcleo Regional da Seab em Toledo, Paulo Salesse.

Segundo estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) para as culturas em curso, apenas 1% das lavouras da região já foi colhida. “O tempo tem prejudicado e temos, por enquanto, pouquíssimas lavouras colhidas. Há mais áreas de milho para colher, mas as chuvas dificultam a secagem do grão. Não vamos falar em números ainda, porque é preciso avançar um pouco mais na colheita para termos precisão. Contudo, as primeiras lavouras colhidas apresentam bons resultados”, menciona.

 

Colheita chega a 5% em Marechal Rondon

Na microrregião de Marechal Cândido Rondon, as lavouras de milho se encontram em fase de maturação e perda de umidade. “Ou seja, fisiologicamente as plantas precisam apenas perder a água do grão para que sejam colhidas. Algumas áreas já foram colhidas, o que gira em torno de 5% na microrregião. Nesses últimos dias a colheita avançou um pouco, mas o forte mesmo vai ser daqui uns 15 ou 20 dias. No início de julho os trabalhos se intensificam e a maioria das lavouras devem estar com grau de umidade mais baixo, permitindo que o agricultor realize a colheita”, projeta o engenheiro agrônomo Cristiano da Cunha.

Ele diz que a projeção de produção era de 250 sacas por alqueire, em média, mas as lavouras enfrentam um prejuízo de 25% da produtividade devido aos enfezamentos. “A produção das áreas deve ficar na faixa de 200 sacas por alqueire”, adianta.

 

 

Engenheiro agrônomo Cristiano da Cunha: “O clima dessa safrinha foi muito bom até o momento, entretanto, os danos provocados pela cigarrinha causaram prejuízos significativos” (Foto: Divulgação)

 

Condições climáticas

Devido ao estado adiantado das plantas, Cunha observa que a geada não é mais uma preocupação para a microrregião rondonense. “Há poucas áreas suscetíveis à geada. Somente cerca de 10% ainda teriam alguma perda”, expõe.

Ele comenta que dias consecutivos de chuva e temperaturas baixas são variações climáticas esperadas para a safrinha. “São condições normais e já esperamos dias com essas características, porém, logicamente, algumas áreas podem ter problemas de entrar água na espiga, o que causa o início da germinação dos grãos dentro da espiga”, explica.

Milho na microrregião de Marechal Rondon está na fase de maturação e perda de umidade (Foto: Divulgação)

 

Cigarrinha: vilã da vez

Diferente de outros anos, a safrinha não foi prejudicada pelas condições climáticas, mas, sim, pelas doenças, em especial os enfezamentos causados pela cigarrinha. “O clima dessa safrinha foi muito bom até o momento, entretanto, os danos provocados pela cigarrinha causaram prejuízos significativos. Eu arrisco dizer que a perda de produtividade chegou a 25%. Toda equipe agronômica precisa estar muito atenta para que possamos diminuir os problemas para as próximas safrinhas”, considera.

Por parte do Deral, Salesse salienta que que é prematuro estimar os prejuízos causados pela cigarrinha. “A safra avançou pouco e alguns produtores ouvidos indicam que a produtividade está alta. Todavia, sabemos que os primeiros milhos plantados sofreram menos incidência de cigarrinha. As lavouras cultivadas em um segundo momento é que vão apresentar mais problemas, mas nós não temos ainda como mensurar esses prejuízos”, expõe.

 

Pós-colheita

Cunha ressalta a importância do manejo da lavoura após o término da colheita. “As plantas daninhas já emergiram e germinaram nas áreas, estão no meio do milho. Quanto antes o agricultor fizer o controle melhor, porque no pós-colheita ainda pegamos essas plantas num estágio pequeno e fácil de ser controlado. Depois de 30 a 40 dias o mato está grande e o controle fica dificultado em função da resistência e dos estágios avançados, requerendo doses maiores de herbicidas”, evidencia.

 

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