A novela envolvendo estudos visando à demarcação de terras indígenas parece estar longe do fim e pode ganhar novos contornos na região Oeste do Paraná. Na quarta-feira (19), agricultores da localidade de Santa Helena Velha e técnicos da Cooperativa Lar estiveram reunidos para discutir ações com a finalidade de assegurar que os produtores rurais santa-helenenses não percam suas terras.
O encontro foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, após a veiculação da notícia de que o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Wallace Moreira Bastos, constituiu através de portaria publicada do Diário Oficial da União (DOU) grupo técnico de estudos para identificação e delimitação de áreas indígenas em Santa Helena.
O grupo formalizado pela Funai desenvolverá estudos de natureza etno-histórica, antropológica, ambiental e cartográfica necessários à identificação e delimitação das áreas reivindicadas pelo povo avá-guarani, denominadas Terras Indígenas Ocoy e Santa Helena, situadas em Santa Helena e São Miguel do Iguaçu.
A notícia do início dos estudos acendeu sinal de alerta nos agricultores de Santa Helena, que devem se reunir novamente para alinhar ações com a intenção de garantir os direitos de suas terras.
AÇÃO CIVIL
Os estudos atendem ação civil pública ajuizada no mês de julho pelo Ministério Público Federal (MPF) de Foz do Iguaçu, determinando prazo de dois anos para demarcar terras indígenas em Santa Helena, bem como ampliar o aldeamento em São Miguel do Iguaçu.
O grupo é formado por cinco profissionais, dentre eles antropólogos, geógrafos e indigenistas. A portaria publicada no último dia 14, no DOU, determina 180 dias para entrega do relatório a partir da data de publicação.
Com assessoria