Municípios Enfrentamento ao coronavírus

Entrerriense vive quarentena há uma semana no Canadá; confira o relato

(Foto: Divulgação)

O Jornal O Presente divulgou, ao longo dos últimos dias, tanto em seu portal quanto em seu jornal impresso bissemanal, relatos de rondonenses e de moradores da região que residem fora do Brasil ou estiveram por esses dias em diferentes países mundo afora, os quais contaram sobre suas experiências em relação à realidade vivida diante da pandemia de coronavírus que assola e preocupa cidadãos de todas as nacionalidades.

Desta vez, o reato é de Camila Schlindwein Anderle, de 25 anos, que cresceu no município de Entre Rios do Oeste, onde tem pais e familiares, mas vive há sete meses em Edmonton, na província de Alberta, no Canadá. Há 146 casos de coronavírus no Estado e 29 confirmados, além de uma morte pela Covid-19 na cidade em que ela vive.

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Ela contou à reportagem um pouco sobre a situação de quarentena por qual passa o Canadá. “Faz uma semana que foi decretado o fechamento de escolas, universidades, estádios, shows e tudo o que gere aglomerações de pessoas evitáveis. Apenas mercados, restaurantes, dispondo mesas com distâncias maiores, e estabelecimentos extremamente necessários seguem abertos”, detalha, emendando: “Tudo o que não havia sido suspenso até então está sendo agora, empresas e fábricas, até mesmo as fronteiras, para que nenhum turista entre e a população daqui fique protegida”, relata.

“Aqui todos estão respeitando muito as medidas propostas pelo governo e tomando os cuidados possíveis, como lavar sempre as mãos, usar álcool gel e evitar sair de casa. Tomamos como exemplo o caso da Itália e respeitamos a quarentena para que os números não aumentem e o convívio social seja retomado tão logo possível”, resume Camila.

 

A entrerriense Camila Schlindwein Anderle está sob quarentena no Canadá (Foto: Divulgação)

 

ISOLAMENTO

A entrerriense mora com o marido e eles dividem a residência com outros quatro colegas da mesma faixa etária, entre 22 e 27 anos. “Nós decidimos fazer a quarentena e saímos de casa somente para ir ao mercado buscar alimentos. Não estamos passeando nem saindo para nada que seja evitável”, menciona.

Segundo ela, agora o abastecimento está normalizado, mas no início houve desabastecimento. “No final de semana passado os mercados ficaram vazios. A histeria foi grande. Hoje já está tudo reposto e tranquilizado. Tivemos orientação para não estocar alimentos, para que todos, principalmente idosos, não ficassem sem mantimentos”, testemunha.

Foto feita por Camila: prateleiras ficaram desabastecidas nos supermercados (Foto: Divulgação)

 

PREOCUPAÇÃO

Camila está preocupada com seus familiares que residem no Brasil. Ela diz observar que os brasileiros aparentemente não estão conscientizados, ou ao menos grande parte deles, sobre a gravidade do coronavírus. “O Brasil está um pouco atrasado nas medidas de socialização, de suspender serviços e estabelecimentos e estimular a quarentena. Aqui já estamos fazendo isso há uma semana e os idosos antes disso, há 15 dias. Os especialistas muito comentaram que o erro da Itália foi não realizar ações de isolamento social”, menciona.

Na percepção da entrerriense, muitas pessoas no Brasil não estão levando a sério a quarentena. “O Brasil é grande e populoso, isso contribui para a disseminação do vírus. Oriento constantemente meus familiares a ficar em casa, não receber visitas e evitar aglomerações. Deve-se ficar em casa com a família”, enaltece.

As ruas da residência onde Camila vive estão vazias. A população toda está em isolamento, saindo apenas quando necessário (Foto: Divulgação)

 

ÁLCOOL GEL CASEIRO

Formada em Farmácia, a entrerriense diz que muitos amigos e conhecidos entraram em contato com para saber mais informações sobre a produção de álcool gel caseiro e ela é enfática ao aconselhar: “Não façam isso”, ressalta.

A justificativa, explica a farmacêutica, é que para que o produto fique funcional são necessários os produtos corretos. “Gel de cabelo não é o mesmo utilizado no álcool gel; ele contém substâncias que agridem a pele e podem até mesmo proliferar vírus e bactérias. Além disso, o álcool de posto também não é indicado, haja vista que é filtrado de uma maneira diferente e tem pureza ineficiente. Outro fator de risco é a manipulação dessa substância em casa”, argumenta.

Para ela, o mais eficaz no momento é lavar as mãos corretamente e usar álcool gel quando você tem de sair de casa. “Devemos lavar as palmas, entre os dedos, cada dedo separado, o dorso da mão, com sabonete líquido, se possível, evitando a exposição do sabonete em barra, e se secando com toalhas de papel ou toalhas de pano individuais”, orienta.

 

MEDICAMENTOS

Camila informa que não há, até o momento, nenhum medicamento que previna que o coronavírus entre no seu corpo e nem que o previna. “Não é aconselhável estocar medicamentos e nem acreditar em boatos espalhados nas redes sociais. Se medicar sem necessidade faz mal à saúde e não vai te ajudar nesse momento”, conclui.

 

O Presente

 

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