
A EPR Iguaçu, concessionária responsável pela gestão de 662 quilômetros de rodovias nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, avança na recuperação do pavimento de todo o trecho concedido.
O cronograma de reparos no pavimento iniciou na região Sudoeste, onde foram mapeados trechos que apresentavam condiçõesque exigiam atenção imediata. Dentre os segmentos que exigem maior atenção está a BR-163, composta por trechos de pavimento flexível (asfalto tradicional) e pavimento rígido (em concreto).
A BR-163 é um importante corredor logístico, eixo crucial para o fluxo de cargas,
especialmente para o escoamento de produtos agrícolas e que liga os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ao porto de Paranaguá.
PAVIMENTO RÍGIDO
Nos trechos em pavimento rígido, foram observadas uma série de patologias e que demandam a substituição das placas de concreto. Até o momento já foram substituídas 140 placas e, ao longo de toda a rodovia, este número deve superar 570.
O processo de recuperação de pavimento rígido é complexo e precisa seguir uma série de etapas para que alcance a qualidade, durabilidade e segurança desejadas. Elas incluem: corte, demolição e remoção da placa comprometida; limpeza e preparação da superfície para receber novo material; nivelamento e compactação da base, assentamento de nova placa, concretagem e curas química e úmida, corte das juntas e por fim a selagem.
Durante todas as etapas são realizadas inspeções e testes para garantir a qualidade do trabalho, incluindo nivelamento, alinhamento, espessura e resistência do pavimento, para que possa suportar o tráfego de forma eficiente e prolongar sua vida útil.
NOVOS RADARES
Ao longo da BR-163, além da requalificação de pavimento, já em curso, foram identificados três pontos que demandam intervenção emergencial, com foco na segurança viária:
Km 138, onde são registradas imprudências relacionadas ao excesso de velocidade.
Km 141, retorno com registro frequente de acidentes, que além de obras de pavimentação, passará por revitalização de toda a sinalização.
Km 160, um trecho sinuoso, com registro frequente de acidentes resultantes de excesso de velocidade.

Nestes três pontos da rodovia, também serão implantados radares, contribuindo para o respeito da velocidade da via e redução de acidentes. Tais implantações seguirão cronograma a ser definido após aprovações da ANTT e PRF.
TRIPARTITE
A EPR Iguaçu, através da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), efetivou no último dia 6, a implantação da comissão tripartite. Um colegiado que reúne representantes da ANTT, concessionária e dos usuários da rodovia, dentre eles integrantes dos setores de transportes e produtivo, bem como dos poderes públicos, associações de municípios e forças de segurança.
A criação do colegiado é uma previsão contratual, reforça o relacionamento e diálogo com a sociedade. O trabalho da comissão, que se reunirá periodicamente, visa garantir a transparência na gestão da concessão, bem como a fiscalização e proteção dos interesses dos usuários e qualidade dos serviços prestados pela concessionária.
PITACO DO PITOCO
Quando teve início a implantação do pavimento em concreto na rodovia 163 criou-se a expectativa de algo durável. Falou-se em quase duas décadas de durabilidade. A realidade veio na contramão.
Os trechos pavimentados com essa tecnologia rapidamente se exauriram. Passa a impressão que fizeram um laboratório aqui, fomos cobaia.
Como o governo do Paraná está aplicando a pavimentação em concreto na região Leste do Estado, afere-se que a tecnologia evoluiu.
Nada porém resiste à fiscalização frouxa no sobrepeso dos veículos de carga. Sem a balança, o concreto sucumbirá novamente.
Como o reparo ficará às expensas da própria concessionária, é de interesse da EPR que a fiscalização funcione.
Em tempo: não se trata de nova tecnologia. A Alemanha nazista, já na primeira metade do século XX, utilizou o concreto no pavimento em grande escala. As Autobahn, projetadas para alta velocidade com espessas camadas de concreto, foram construídas também para suportar o trafego militar.
Por Jairo Eduardo. Ele é jornalista, editor do Pitoco e assina essa coluna semanalmente no Jornal O Presente
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