Estudantes que sofreram queimaduras em um trote da Universidade Federal do Paraná (UFPR) passam por exames de lesão corporal no Instituto Médico-Legal de Toledo, na manhã desta sexta-feira (1º).
As mais de 20 vítimas são calouras do curso de medicina veterinária da instituição, no campus de Palotina, e sofreram as lesões após veteranos passarem nelas um produto que estava em garrafas de creolina.
Quatro estudantes da UFPR foram presos suspeitos de lesão corporal e constrangimento a calouros na ação.
Até a publicação desta reportagem, a Polícia Científica não havia confirmado quantos estudantes estavam no local.
Eles foram levados até o IML por um ônibus da UFPR e são acompanhados por um psicólogo e uma assistente social.
Na quinta, a instituição informou que abriu um processo para apurar a responsabilidade do caso e que a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis trabalha no acolhimento das vítimas junto à direção do setor Palotina.
O caso
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/Y/8/fM32mbQECYSlFnhBnEPQ/whatsapp-image-2022-03-31-at-11.29.54.jpeg)
Estudantes da UFPR de Palotina são feridos em trote com creolina (Foto: Correio do Ar)
O trote com os calouros aconteceu na noite de quarta-feira em um terreno baldio há menos de cem metros da entrada do campus de Palotina da UFPR.
Conforme a Polícia Civil, as vítimas relataram que, inicialmente, tiveram que pedir dinheiro pelas ruas da cidade. Depois, o grupo foi levado ao terreno e foi obrigado a se ajoelhar. Imagens mostram os calouros também ajoelhados passando uma cebola de boca em boca.
Lá, o produto que provocou as queimaduras teria sido derramado sobre os estudantes. O episódio foi relatado à polícia ainda na mesma noite.
Segundo o Hospital Municipal de Palotina , para onde foram levados os alunos feridos, eles tiveram queimaduras de 1° e 2° grau. Uma aluna, segundo a instituição, chegou a inalar o produto e desmaiou.
Dos 21 estudantes que foram encaminhados ao hospital, 20 foram liberados ainda na noite de quarta. A jovem que inalou o produto, segundo o hospital, ficou em observação e teve alta na quinta.
A Polícia Civil investiga o caso e também apura os crimes de tortura e cárcere privado, caso os calouros tenham sido obrigados a permanecer em algum local, por exemplo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/l/w/bQjjklRaqktk2RJpdO7A/whatsapp-image-2022-03-31-at-18.57.26.jpeg)
Aluno de 19 anos sofreu queimaduras na nuca e nas costas (Foto: Reprodução)
Com G1