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Estudantes que sofreram queimaduras em trote da UFPR passam por exames no IML nesta sexta-feira

calendar_month 1 de abril de 2022
2 min de leitura

Estudantes que sofreram queimaduras em um trote da Universidade Federal do Paraná (UFPR) passam por exames de lesão corporal no Instituto Médico-Legal de Toledo, na manhã desta sexta-feira (1º).

As mais de 20 vítimas são calouras do curso de medicina veterinária da instituição, no campus de Palotina, e sofreram as lesões após veteranos passarem nelas um produto que estava em garrafas de creolina.

Quatro estudantes da UFPR foram presos suspeitos de lesão corporal e constrangimento a calouros na ação.

Até a publicação desta reportagem, a Polícia Científica não havia confirmado quantos estudantes estavam no local.

Eles foram levados até o IML por um ônibus da UFPR e são acompanhados por um psicólogo e uma assistente social.

Na quinta, a instituição informou que abriu um processo para apurar a responsabilidade do caso e que a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis trabalha no acolhimento das vítimas junto à direção do setor Palotina.

 

O caso

Estudantes da UFPR de Palotina são feridos em trote com creolina — Foto: Correio do Ar

Estudantes da UFPR de Palotina são feridos em trote com creolina (Foto: Correio do Ar)

O trote com os calouros aconteceu na noite de quarta-feira em um terreno baldio há menos de cem metros da entrada do campus de Palotina da UFPR.

Conforme a Polícia Civil, as vítimas relataram que, inicialmente, tiveram que pedir dinheiro pelas ruas da cidade. Depois, o grupo foi levado ao terreno e foi obrigado a se ajoelhar. Imagens mostram os calouros também ajoelhados passando uma cebola de boca em boca.

Lá, o produto que provocou as queimaduras teria sido derramado sobre os estudantes. O episódio foi relatado à polícia ainda na mesma noite.

Segundo o Hospital Municipal de Palotina , para onde foram levados os alunos feridos, eles tiveram queimaduras de 1° e 2° grau. Uma aluna, segundo a instituição, chegou a inalar o produto e desmaiou.

Dos 21 estudantes que foram encaminhados ao hospital, 20 foram liberados ainda na noite de quarta. A jovem que inalou o produto, segundo o hospital, ficou em observação e teve alta na quinta.

A Polícia Civil investiga o caso e também apura os crimes de tortura e cárcere privado, caso os calouros tenham sido obrigados a permanecer em algum local, por exemplo.

Aluno de 19 anos sofreu queimaduras na nuca e nas costas — Foto: Reprodução

Aluno de 19 anos sofreu queimaduras na nuca e nas costas (Foto: Reprodução)

 

 

Com G1

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