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Frimesa projeta encerrar 2021 com crescimento de 17%

calendar_month 22 de dezembro de 2021
5 min de leitura

A Frimesa apresentou na última quinta-feira (16), para o grupo de gestores, o planejamento estratégico de 2022, ação que norteia as principais diretrizes de trabalho para o próximo ano, além de apontar os resultados alcançados no ano anterior.

Entre as principais oportunidades previstas para 2022 está a inauguração do frigorífico de Assis Chateaubriand, operar as indústrias em sua capacidade máxima, implementar uma tecnologia para controle total da cadeia produtiva e ampliar a marca no mercado brasileiro, investir em tecnologias, formar e preparar os colaboradores e implementar o sistema de compliance.

Durante o encontro, cada setor apresentou seus projetos e orçamentos previstos para 2021, ano em que a Frimesa comemora 45 anos.

A Cooperativa Central projeta atingir R$ 5 bilhões em 2021, com crescimento de 17% comparado ao desempenho de 2020, e deve fechar o ano com 9.190 empregos diretos.

AVALIAÇÃO

O diretor-presidente Valter Vanzella avalia que foi um ano de muitos desafios. “Aprendemos a conviver com a pandemia e para as indústrias, que trabalham com muita gente, foi bastante problemático. Tivemos problemas com o crescimento do custo dos produtos ou da matéria-prima, mais especificamente com o suíno e o leite, devido ao alto custo dos grãos que a estiagem reduziu a produção. Tivemos problemas de queda do poder aquisitivo do povo de modo geral. Tem uma inflação anunciada, outra real e assim por diante. Tivemos problemas no mercado internacional. Enfim, foram muitos desafios, mas chegamos ao final do ano com a projeção de que vamos ultrapassar os R$ 5 bilhões de faturamento, com um resultado que deve alcançar R$ 110 milhões, R$ 115 milhões, o que representa mais de 70% do planejado. Estamos concluindo um ano com sucesso, com um resultado muito bom e que permite a Frimesa continuar com seu planejamento, dar os passos que estão no radar”, ressalta.

Já o diretor executivo Elias Zydek destaca a viabilidade das cadeias produtivas ao longo do ano. “Conseguimos mantê-las viáveis, especialmente a suinocultura, que foi um grande desafio porque o custo de produção cresceu muito e o mercado não conseguiu acompanhar os preços para cobrir os custos de produção. A Frimesa bancou o custo de produção. Diria que não foi algo negativo, foi positivo porque viabilizamos estes produtores de suíno, que é a nossa missão. Nós fazemos parte de uma cadeia produtiva que vai do produtor até o consumidor e este ano foi o exemplo do porquê existe a central. Existe para ajudar a viabilizar a cadeia produtiva. E isso nos deixa satisfeitos”, enaltece.

EXPECTATIVA PARA 2022

Na opinião de Vanzella, o fato de 2022 ser um ano de eleição pode interferir na economia, mas não deve ser motivo de preocupação para os números projetados. “O ano de 2022 é de eleição e o povo vai escolher seus representantes. Nós não nos envolvemos. Seja quem for o novo presidente, o novo governador e assim por diante, vamos respeitar”, expõe.

Segundo ele, não se deve ser apenas otimista com o ano vindouro, mas, sim, com a vida como um todo. “Acredito que vamos ter problemas, mas temos capacidade para superá-los. Já enfrentamos muitas crises que não estavam nos planos e sempre achamos um jeito de seguir em frente. Como agricultor, vendo essa estiagem, lembro de um amigo meu que sempre me falava: ‘Deus nunca tira frutos’. Até não terminar o jogo, o resultado não é definitivo. Precisamos acreditar e fazer a nossa parte da melhor maneira possível”, opina.

DESAFIO

Conforme Zydek, o desafio da Frimesa para 2022 é concluir a nova planta de Assis. “Nossas indústrias já estão com a capacidade acima de 95%. Então, precisamos usar essa capacidade, produzir e vender, e concluir estes investimentos em Assis. O ano de 2022 está cheio de desafios. Está cheio de ‘ingredientes’, seja relacionados à saúde, à questão da Covid-19, à questão política, que é a maior “pimenta” do bolo; e temos a própria situação econômica do país, das contas públicas. Isso tudo interfere no câmbio, nos juros, na Selic e gerou inflação este ano. Esperamos que a inflação comece a ceder a partir do primeiro ou segundo trimestre do ano que vem para as coisas começarem a normalizar e nós termos um ano, talvez, não tão difícil”, salienta.

NÚMEROS

Com o propósito de industrializar a matéria-prima, a Frimesa reúne cinco cooperativas filiadas: Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato. Esse sistema beneficia milhares de agricultores integrados que, juntos, somam 1.726 produtores de leite e 918 suinocultores. Com seis unidades industriais no cenário mundial, está presente em vários países.

A Frimesa é a quarta maior empresa no abate de suínos no Brasil, a 154ª maior empresa e a 11ª maior cooperativa do país; é a 14ª empresa do Paraná e a 23ª maior empresa do Sul e está entre as 12 maiores empresas de leite do Brasil, segundo a edição Maiores e Melhores da Revista Exame.

Com um sistema de produção de suíno monitorado, a Frimesa abate cerca de oito mil suínos por dia. Em 2021 foram dois milhões e 193 mil animais industrializados, que deram origem a 283 mil toneladas em produtos. Na área de exportação, a projeção do faturamento ficou em R$ 926 milhões, o que representa 18,8% sobre o faturamento geral da empresa, e 25,9% sobre o faturamento da área de carnes.

 

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