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Funcionamento da Casa Abrigo Regional é tema de reunião técnica

calendar_month 27 de maio de 2026
4 min de leitura

O Consórcio Intermunicipal de Assistência Social do Oeste do Paraná (Ciasop) promoveu, na tarde de segunda-feira (25), uma reunião técnica para discutir detalhes do funcionamento da Casa Abrigo Regional para Mulheres em Situação de Violência. O encontro foi realizado no Auditório Acary Oliveira, anexo ao Paço Municipal Alcides Donin, na Prefeitura de Toledo.

Participaram da atividade técnicos, gestores e autoridades ligadas às áreas da assistência social, saúde e segurança pública dos 33 municípios que integram o consórcio ligados, direta ou indiretamente, no atendimento de mulheres que poderão necessitar dos serviços da estrutura, que terá sede em Toledo.

Os conceitos gerais relacionados ao atendimento da Casa Abrigo Regional foram apresentados pela superintendente do Ciasop, Juliana Spessatto. “Estamos num momento de começar a fazer esta casa funcionar. Alguns profissionais aprovados em concurso público estão começando a ser chamados. Tudo aquilo que temos planejado há tanto tempo começa a ganhar forma”, destacou. “Estamos falando de um espaço que terá capacidade para atender até 20 pessoas em situação de ameaça iminente de feminicídio. É uma estrutura que estará disponível para garantir acolhimento e segurança quando necessário, embora o desejo de todos seja que nenhuma mulher precise recorrer a esse tipo de serviço”, salientou. 

A secretária de Assistência Social de Toledo, Simone Ferrari, detalhou os fluxos previstos para o acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Ela explicou, ponto a ponto, os critérios de atendimento e também as situações em que o serviço não poderá ser acionado. 

Fluxos e critérios técnicos

Durante a reunião, foram apresentados os detalhes do processo de inclusão de mulheres no serviço, seguindo definições já aprovadas em assembleia responsável pela elaboração do regimento interno da casa. Normas e regulamentos voltados ao acolhimento institucional de grupos vulneráveis também estão sendo levados em conta.

De acordo com Simone, a Casa Abrigo Regional para Mulheres em Situação de Violência foi construída a partir de debates envolvendo os membros consorciados, levando em consideração as diferentes realidades estruturais existentes na região. “Apesar das diferenças de porte dos municípios com relação à sua condição e à sua estrutura, o objetivo do trabalho foi criar um modelo de atendimento uniforme”, comentou. “Este diálogo, sobretudo com os municípios, é fundamental para que, a partir do momento em que a casa começar a funcionar, entendam o papel que cada um deverá ter”, analisou a secretária.

O acolhimento na Casa Abrigo seguirá, de acordo com a secretária de Assistência Social de Toledo, critérios técnicos rigorosos e dependerá do acompanhamento das equipes dos municípios de origem das mulheres em situação de violência doméstica. “A Casa Abrigo de Mulheres não irá atender alguém que bate lá no portão e fala: ‘Precisa colocar aqui porque no município está correndo risco de vida’. Não é assim que funcionará”, advertiu Simone. “Todo encaminhamento precisará passar pelas equipes municipais responsáveis e obedecer aos fluxos estabelecidos, apresentando toda a documentação necessária”, complementou.

Estrutura e implantação

Após as explanações, os participantes tiveram espaço para esclarecimento de dúvidas relacionadas aos procedimentos que serão adotados pela futura estrutura regional de acolhimento. A Casa Abrigo Regional terá sede permanente em um terreno de 2.240 metros quadrados e, enquanto a obra definitiva não é iniciada, o Ciasop está em processo de locação de um imóvel para funcionamento provisório da estrutura.

A secretária de Assistência Social de Toledo também ressaltou que o serviço será implantado de forma gradual, permitindo ajustes e aperfeiçoamentos ao longo da execução. “Nós estamos começando um serviço regional, a demanda nossa é enorme, mas vamos ter que classificar o serviço para podermos começar”, ponderou. “Nossa expectativa, a princípio, é consolidar a estrutura para que, lá na frente, possamos pensar em expansão do atendimento”, acrescentou.

Com assessoria

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