No final do ano de 2019 a administração de Quatro Pontes, por meio do prefeito João Laufer e do vice Tiago Hansel, adquiriu a estrutura do antigo hospital pelo valor de R$ 1.000.001. A compra do imóvel era ventilada desde 2017, período em que os gestores começaram a vislumbrar transformar o local em um pronto atendimento. Já adquirido, o espaço hoje é ocupado pela Secretaria Municipal de Saúde.
“Em meados de setembro de 2019 o proprietário do hospital veio com uma proposta de venda e o prefeito e o vice entraram em contato e consultaram imobiliárias. O local foi avaliado, adquirido pelo menor preço e no final daquele ano o hospital virou patrimônio do município”, relembra o secretário municipal de Saúde, Marco Max Wickert.
Ele menciona que o projeto elaborado pelo Setor de Engenharia da prefeitura foi coordenado pelo vice-prefeito, atualmente prefeito em exercício. “O projeto de reforma para transformar o hospital em pronto atendimento já passou pela 20ª Regional de Saúde de Toledo e hoje se encontra na Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), onde a Vigilância Sanitária vai dar o parecer. Só a partir daí iniciam os trabalhos”, informa.
Wickert diz que o projeto de reforma no terreno de dois mil metros quadrados prevê a ampliação da área construída de 520 metros quadrados para 729 metros quadrados. “Será executado da melhor forma possível dentro da realidade do município, ou seja, para atender de quatro mil a cinco mil habitantes. Vamos discutir com a Sesa e talvez entrar em negociação para que consigamos colocar em funcionamento uma estrutura de acordo com nosso orçamento e com a legalidade”, enaltece.

Secretário de Saúde, Marco Max Wickert: “O hospital será executado da melhor forma possível dentro da realidade do município, ou seja, para atender de quatro mil a cinco mil habitantes. Queremos colocar em funcionamento uma ótima estrutura” (foto: Joni Lang/OP)
MUDANÇAS
Ele comenta que depois que a estrutura estiver pronta, será encaminhado o processo de terceirização. “Precisamos fazer reformas, ampliações, um pronto socorro para acesso de ambulância com área coberta, além de construir um leito com banheiro para o médico que vai passar a noite. A parte interna do antigo hospital está muito boa, mesmo assim há algumas coisas que devemos mudar, como as janelas que não podem ser de vidro e devem ser de blindex. Já temos promessa de deputados para nos ajudar com recursos. Depois de pronto a ideia é transformar em um pronto atendimento 24 horas, porém com serviço terceirizado para contratar uma empresa que vai tocar esse trabalho”, menciona.
Conforme o secretário de Saúde, o objetivo é de que sejam viabilizados sete leitos masculino e feminino e mais quatro leitos para crianças (salas coletivas para internamento até 24 horas). Além da troca das janelas, ele informa que haverá substituição da aba de madeira e dos pisos, cujo projeto deve receber investimento de aproximadamente R$ 1,2 milhão.
Wickert observa que por se tratar de pronto atendimento, não haverá leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não serão realizados procedimentos cirúrgicos. A intenção também é disponibilizar uma sala para raio-x, outra para urgência, entre outros ambientes de apoio conforme as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
O gestor prefere não mencionar datas para a conclusão dos trabalhos, considerando que a reforma no imóvel e a entrada em funcionamento não dependem só da administração pública. “A vontade do prefeito e do vice é quanto antes funcionar melhor, mas dependemos inclusive do projeto. Assim que estiver certo vamos buscar recursos, licitar obras, porque queira ou não vai ter uma demanda de tempo. Posso garantir que neste ano não vai sair. Não adianta iludir porque para 2021 não teremos tempo hábil para colocar em funcionamento”, frisa, emendando: “Enquanto administração, nossa vontade é colocar em funcionamento o quanto antes, porque temos um contrato com um hospital de Entre Rios do Oeste que vai vencer em junho de 2022, sendo que a ideia é não contratar mais fora para ter o atendimento no nosso município”.
BENEFÍCIOS
No ponto de vista do secretário, quando o pronto atendimento 24 horas estiver em funcionamento, será positivo à população. “Na saúde financeira do município nem tanto, contudo para o munícipe será fantástico porque o deslocamento da ambulância com o cidadão até Entre Rios do Oeste leva em torno de 40 minutos, além de que quando a família quer visitar o paciente e por vezes não tem carro, o município precisa levar. Aqui pode vir de bicicleta, a pé, porque está dentro do município. Vamos ganhar tempo porque os 40 minutos a menos de deslocamento de um paciente que corre risco de morte podem representar salvar a vida dessa pessoa”, enfatiza.
Wickert pontua que, ao invés do município contratar a estrutura humana, o que exige um custo alto, é possível comprar o serviço da empresa a ser terceirizada por meio de licitação. “A ideia é ter um médico 24 horas para atender pacientes internados. Se o município não conseguir terceirizar o serviço e tiver que tocar, nós podemos contratar plantão à noite e durante o dia deslocar um médico de uma unidade que é concursado para trabalhar durante o dia aqui. Isso a legislação permite e conseguimos reduzir o custo se o município precisar”, revela.
De acordo com o gestor, a administração municipal tem o compromisso de colocar o pronto atendimento em funcionamento. “Pena que não conseguimos comprar o hospital antes porque o objetivo era ter disponibilizado o pronto atendimento na gestão passada. Agora podemos, pois temos área e hospital adquiridos, então nesse ponto só depende de nós. Vamos correr atrás e viabilizar toda parte técnica para implantar esse pronto atendimento que com certeza é o que a população espera”, expõe.

Prefeito em exercício Tiago Hansel: “A gente está correndo atrás, o município possui situação financeira estável, muito boa, mas vamos trazer recurso estadual, federal e de onde tiver incentivo para um atendimento ‘top’ mesmo. Transformar o antigo hospital em pronto atendimento é um dos pilares da saúde” (Foto: Joni Lang/OP)
PILAR
O prefeito em exercício, Tiago Hansel, reforça que o projeto de reforma do hospital está protocolado e nesse momento aguarda aprovação da Vigilância Sanitária do Governo do Estado para ser licitado, reformado e depois de pronto ser repassado para terceirização. “O pronto atendimento era um sonho nosso, meu, do João e dos secretários, mas, primeiro houve o impasse e depois quando o proprietário vendeu a área, aí entrou a pandemia (do coronavírus). A gente está correndo atrás, o município possui situação financeira estável, muito boa, mas vamos trazer recurso estadual, federal e de onde tiver incentivo para um atendimento ‘top’ mesmo. Por mais que o município comporte pagar para terceirizar, com certeza vamos buscar recursos para que a saúde financeira não fique comprometida”, salienta.
Conforme ele, o objetivo é fazer com que o munícipe não precise sair de Quatro Pontes para ser atendido. “O tempo todo tem ambulância indo e vindo, fora o perigo da rodovia, gastos com gasolina, manutenção da frota, seguro, hora-extra ao motorista, sobreaviso. Quando estiver pronto, estará tudo aqui e a pessoa pode vir a pé, a família vai trazer, ou seja, vamos economizar. Também pensamos no conforto do munícipe, que primeiro era levado a Assis Chateaubriand até mudar para Entre Rios do Oeste, então de 80 diminuiu para 40 quilômetros, e aqui será uma comodidade. Nós buscamos essa humanização na saúde e em vários aspectos”, enaltece.
Segundo Hansel, transformar o antigo hospital em pronto atendimento é um dos pilares da saúde. “Estamos fechando projetos que tínhamos e já pensando em novos, isso na administração como um todo. Na habitação iniciaremos obras de casas urbanas com 31 agora e outras 31 mais pra frente, próximo do Itatiaia, bem como asfalto rural em vários pontos, Projeto Centro Dia, que é a Creche do Idoso. Estamos fechando o que foi iniciado e pensando em novos projetos”, finaliza.

Momentaneamente, a Secretaria Municipal de Saúde está instalada no antigo hospital: sala de consulta médica aos cidadãos (Foto: Joni Lang/OP)
SAÚDE
Max Wickert diz que a Secretaria Municipal de Saúde está instalada no antigo hospital, cuja estrutura também é utilizada como posto de saúde. “Parece que as coisas foram desenhadas para dar certo. Estamos usando o local porque um posto de saúde foi transformado em unidade Covid e Quatro Pontes é um dos três municípios da Regional habilitado a receber R$ 60 mil ao mês para tratar nossa população”, informa.
“Essa aquisição no ano de 2019 foi importante para dar segurança à população em termos de trabalho ou não teríamos estrutura para alojar tudo o que precisamos porque temos cinco médicos, dentistas, temos profissionais atendendo a população em todas as áreas e para isso é preciso espaço físico. O hospital é usado como unidade de posto de saúde para atender a população. A outra unidade foi reformada por completo e está sendo ampliada via recursos do Ministério da Saúde. Ainda bem que o prefeito e o vice entenderam a forma de comprar esse hospital para termos essa estrutura. Em 2019 ninguém imaginava que teríamos um 2020 tão atribulado na saúde”, pontua.

Estrutura está sendo usada atualmente para atendimentos gerais de diversas especialidades (Foto: Joni Lang/OP)
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