A corrida global dos carros elétricos ganhou um novo capítulo em Cascavel. Em meio ao avanço das montadoras chinesas no Brasil, o Grupo Open confirmou as tratativas para representar a Geely, marca que hoje disputa a liderança do mercado automotivo chinês e que já projeta ampliar sua presença no Paraná com a fabricação em São José dos Pinhais. A operação simboliza a entrada definitiva de Cascavel no mapa nacional da eletrificação automotiva. Em entrevista do Pitocast – o podcast do Pitoco -, os diretores da Open Marcos Úrio e Alexandre Serra detalham a nova concessão e a recente visita à montadora, na China. Confira!
PONTE RENAULT-GEELY
A aproximação com a marca chinesa aconteceu a partir da relação histórica do Grupo Open com a Renault. Marcos enfatiza que a Geely adquiriu participação na fábrica da Renault em Curitiba e também na unidade de motores, o que criou uma conexão direta entre as operações. “Pela nossa performance e pela entrega de qualidade do grupo, eles ofereceram a marca para trabalharmos em Cascavel”, resume.
O grupo assumiu a Renault em Cascavel há 25 anos e construiu uma trajetória consistente, com indicadores de qualidade. Isso pesou na escolha da marca chinesa. Além de Cascavel, a expansão já prevê operações em Foz do Iguaçu e outras praças onde a Open está estabelecida.
VIAGEM À CHINA
Os empresários abriram a conversa relatando a recente experiência na China, onde conheceram de perto a estrutura da montadora e o ecossistema de mobilidade elétrica do país. O que mais chamou atenção foi a escala da operação. Cidades com mais de 13 milhões de habitantes, fábricas altamente automatizadas e uma infraestrutura voltada quase integralmente para veículos elétricos. “Visitamos a fábrica da Zeekr, marca produzida pela Geely, que poderia ter mil funcionários e operava com apenas 130 pessoas. O restante era robotizado”, relatou Serra.
Segundo ele, a China avança rapidamente em logística, tecnologia e automação: “Sai um carro por minuto daquela fábrica”. Serra acrescenta um detalhe curioso. Os veículos prontos dispensam motoristas, pois se deslocam de forma autônoma da linha de produção ao estacionamento.
A China avança em logística, tecnologia e automação: “Sai um carro por minuto daquela fábrica”.

Por Jairo Eduardo. Ele é jornalista, editor do Pitoco e assina essa coluna semanalmente no Jornal O Presente
