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Greve de motoristas afeta transporte coletivo em Foz do Iguaçu

Paralisação atinge parte da frota e expõe impasse entre empresa e trabalhadores


calendar_month 27 de abril de 2026
2 min de leitura

A greve dos motoristas do transporte coletivo de Foz do Iguaçu impacta o deslocamento de milhares de passageiros nesta segunda-feira (27). Segundo o Sindicato do Transporte Rodoviário (Sitrofi), a paralisação atinge cerca de metade da frota, com operação mínima mantida conforme prevê a legislação para serviços essenciais.

Ainda de acordo com o sindicato, aproximadamente 40 mil pessoas utilizam o transporte público diariamente na cidade. Durante a greve, apenas parte dos veículos segue em circulação, o que provoca atrasos, superlotação e mudanças na rotina dos usuários.

A paralisação foi motivada por um impasse nas negociações trabalhistas entre os motoristas e a empresa responsável pelo serviço, a Viação Santa Clara. Entre os pontos de discussão estão reajustes salariais e condições de trabalho.

Em nota oficial, a Prefeitura de Foz do Iguaçu afirmou que não possui débitos com a concessionária e que todos os reajustes previstos em contrato, firmado em 2023, estão sendo cumpridos. O município destacou ainda que concordou com um reajuste de 5% na data-base 2026/2027 dos trabalhadores — índice acima da inflação do período, que foi de 3,36%.

Sobre uma das reivindicações relacionadas ao adicional por acúmulo de função, conhecido como “dirige e cobra”, a administração municipal esclareceu que o benefício já é pago desde 2019 e que se trata de um custo previsto, que deveria ter sido considerado pela empresa no momento da licitação.

A prefeitura também informou que já indeferiu o pedido da empresa para reequilíbrio contratual com base nesse adicional, por entender que não se trata de fato novo ou imprevisível. Segundo o município, conceder esse tipo de reajuste poderia ferir as regras do processo licitatório e gerar custos indevidos à população.

Ainda conforme a nota, a administração avalia que a empresa está associando questões contratuais ao cumprimento de obrigações trabalhistas, o que considera inadequado, especialmente diante da essencialidade do serviço.

O município afirma que segue aberto ao diálogo, mas reforça que não aceitará medidas que possam representar irregularidades ou prejuízo aos cofres públicos. Enquanto isso, usuários do transporte coletivo enfrentam os reflexos da paralisação e a incerteza sobre a normalização do serviço.

Com Catve

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