Jhony Alorient é um dos milhares de imigrantes haitianos que tentam a vida no Brasil. Há 4 anos ele e a esposa chegaram em Toledo. Porém, há 8 meses, a mulher dele, que teve uma gestação tranquila, morreu durante o parto de gêmeas.
As filhas gêmeas nasceram com muita saúde e vivem com o pai. Mas essas não são as únicas filhas. Jhony tem mais três meninas, uma de 14 anos, outra de 9 e uma de 6 anos que deixou aos cuidados de uma irmã dele, no Haiti.
O recomeço após a morte da esposa ficou ainda mais difícil porque agora ele precisa cuidar de gêmeas enquanto trabalha. Com um salário mínimo ele mantém moradia, alimentação e gastos com transporte para levar e trazer as gêmeas da creche.
Mesmo com as filhas na creche, ele não consegue se organizar para deixar e pegar as meninas no horário correto porque o local de trabalho, uma empresa de reciclagens, fica longe de casa. Amigos ajudam o haitiano como podem, mas muitas vezes ele precisa faltar ao serviço para ficar com as meninas, correndo o risco de perder o emprego.
Jhony luta para trazer a irmã e as filhas menores do Haiti. Com a ajuda da família, ele poderia seguir trabalhando e realizaria o sonho da mãe das meninas, que era ter todo mundo perto de novo.
A documentação das filhas está correta e os passaportes das três já foram emitidos. Mas um erro gráfico no nome da irmã de Jhony está causando o atraso na liberação da documentação dela. O imigrante tem recebido apoio jurídico, mas a burocracia tem impedido o reencontro da família. Enquanto isso, Jhony aguarda ansioso pela chegada, na expectativa de que com a família reunida, a vida no Brasil será mais feliz.
Com Catve