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Jovem que capturou peixe de quase dois metros no Paraná defende pesca esportiva

calendar_month 25 de agosto de 2024
3 min de leitura

O jovem Vitor Hugo da Silva, de 22 anos, ficou conhecido na região de São Carlos do Ivaí, no noroeste de Paraná, por fisgar peixes grandes – entre eles um Pintado de quase dois metros. Ele garante que seu foco é defender a pesca esportiva, que adota uma série de técnicas para evitar que o peixe se machuque.

A pesca esportiva é regulamentada no Brasil por uma legislação com métodos específicos para a pescaria.

“A gente tem o cuidado do manuseio do peixe desde a captura, no embarque e principalmente na soltura. Então, a gente tira muitas fotos com ele ali, sempre beirando a água e nunca com o peixe em pé. Sempre com o peixe meio abaixado, para se acontecer de o peixe cair, não machucar”, explica.

Silva explica que este cuidado com a integridade do animal começa na captura e deve se estender até o momento em que o animal é solto na água.

Durante o trabalho como guia de pesca, Silva garante que o cuidado com o peixe é uma de suas prioridades.

“O cuidado maior da gente ali é com o peixe. Muita gente pede para tirar foto com o peixe em pé, por exemplo, mas é difícil a gente deixar”, afirma.

Segundo ele, a luta é para garantir que os peixes fisgados no rio Ivaí sejam devolvidos, buscando preservar a biodiversidade.

“São poucas pessoas que se conscientizam sobre essa pesca esportiva. Estamos lutando e batalhando bastante para ver o que a gente consegue fazer futuramente, para que seja uma questão de cota zero aqui no nosso rio”, explica.

De acordo com Silva, outro motivo importante para cuidar do rio Ivaí é o fato do local receber pescadores de diversos lugares do Brasil e do mundo.

“[O rio] Traz muito turistas, traz muitos visitantes… Até pessoas de países de fora vieram conhecer nosso rio, pescar com a gente. Neste ano já pesquei com o pessoal do Canadá, Estados Unidos e Argentina”, explica.

Paixão desde criança ?

Jovem defende que a soltura garantem a preservação das espécies maiores. — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Jovem defende que a soltura garantem a preservação das espécies maiores. — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Silva descobriu a pescaria quando era criança, ao acompanhar o pai, e logo se apaixonou pela prática. Por isso, ele diz que foi natural começar a se preocupar com o cuidado dos peixes.

De acordo com ele, a decisão pela pesca esportiva foi por uma questão óbvia, quase matemática.

“Se praticar o pesque e solte, peixe nunca vai acabar e sempre vai reproduzir mais. Por exemplo, um Pintado desse tamanho é uma matriz do rio e produz muito filhote. Ao tirar um desses do rio, você não tá tirando um, tá tirando vários”, reflete.

Com G1

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