Hoje (26) aconteceu em Guaíra um protesto pela morte de um adolescente durante operação do Exército Brasileiro. Ele teve a perna amputada e estava em coma, mas depois de sofrer uma parada cardíaca quatro dias após ser baleado, não resistiu e morreu no último sábado (22).
Foi ao som o hino nacional brasileiro que amigos e familiares de Guilherme Gonçalves iniciaram a passeata de manifestação, que partiu nessa manhã da frente do quartel do BPFron. O adolescente de 16 anos morreu após ser baleado durante uma operação do Exército, na comunidade de Oliveira Castro, no dia 18 de setembro.
Em nota divulgada à imprensa, o Exército Brasileiro informou que ao abordar uma carreta que transportava cigarros contrabandeados, “por volta das 22h30, os militares foram recebidos a tiros pelos indivíduos que acompanhavam a carga de cigarros e, na sequência, reagiram a uma clara agressão, usando o princípio da proporcionalidade e da legalidade”.
No entanto, outro adolescente que estava com Guilherme e outras pessoas, e também foi baleado, contesta.
Na nota oficial do Exército Brasileiro, destaca-se ainda que a tropa envolvida no fato não pertence à 15ª Companhia de Infantaria Motorizada sediada em Guaíra e que visando a completa elucidação dos fatos foi instaurado um inquérito policial militar. Já o BPFron alega não ter tido nenhum envolvimento na operação.
A passeata em pedido de justiça percorreu as ruas de Guaíra passando pela sede da Polícia Federal, centro comercial e encerrou em frente ao Quartel do Exército Brasileiro, onde foi feita uma oração. Policiais militares e a Guarda Municipal escoltaram a manifestação pacífica.

Com Catve.com