“A gente sabe que não foi acidente, foi um crime cometido”, afirma Adriana Ibba, mãe de Lis, da pequena de 3 anos — a vítima mais jovem do voo 2283 da Voepass, que caiu em agosto de 2024 e deixou 62 mortos.
“Eu como consumidora, como mãe da Lis, vítima mais nova do voo, eu não fazia ideia das condutas indevidas adotadas pela Voepass. Mas a empresa, seus funcionários e o dono, todos os envolvidos sabiam. Nós não sabíamos. O laudo reforça a responsabilidade, direta e indireta, das pessoas que autorizaram o voo 2283”, afirmou em vídeo enviado à CATVE.
O relato foi feito após uma reunião realizada na terça-feira (30), em Campinas (SP), entre familiares das vítimas e investigadores da Polícia Federal, na fase final do inquérito do acidente.
Durante o encontro, representantes da associação de familiares tiveram acesso ao laudo que contem inclusive as transcrições das conversas registradas dentro da cabine da aeronave nos instantes que antecederam a queda.
Segundo os advogados, o conteúdo reforça a expectativa de responsabilização criminal de pessoas e empresas envolvidas.
O laudo técnico elaborado pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal já está concluído e integra o conjunto de elementos da investigação.
Com o inquérito em fase final, o caso será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que decidirá sobre eventual denúncia criminal.
Adriana participou do encontro com a polícia federal e teve acesso ao laudo anexado ao inquérito.
Advogados, familiares e delegado da PF participaram do encontro.
Com Catve
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