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Nenhuma outra região do país pratica o associativismo “com tanta garra e determinação” quanto o Oeste paranaense, diz presidente da Caciopar

calendar_month 17 de janeiro de 2026
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Em entrevista ao Pitocast, o podcast do Pitoco, o presidente da Caciopar (Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná), Reni Fernande, destacou que o associativismo é um dos pilares que explicam a força econômica da região. Segundo ele, nenhuma outra área do País pratica o associativismo “com tanta garra e determinação” quanto o Oeste.

Fernande lembrou que esse espírito coletivo está espelhado em fatos como o caráter multicampi da Unioeste – distribuída entre Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão -, sublinhando que cidades vizinhas precisam compartilhar oportunidades.

“Não interessa a nenhum município ter vizinhos pobres. A riqueza e as oportunidades precisam ser distribuídas.”

Segundo ele, entidades como cooperativas e associações são responsáveis por grande parte do progresso regional, refletindo a cultura colaborativa do cidadão oestino.

LEGADO DE IBRAHIM FAYAD

Ao comentar sobre a edição recente da revista Pitoco que homenageia Ibrahim Fayad, Fernande ressaltou a importância do empresário para o desenvolvimento regional: “O Ibrahim era um construtor de pontes. Ele nos deixa um legado que continuará produzindo frutos no Oeste e no Paraná”. Fernande enfatizou que Fayad simboliza a essência das relações colaborativas e da visão de futuro, características que inspiram novas gerações de líderes empresariais.

DÉFICIT DE MÃO DE OBRA

A empregabilidade é um dos maiores desafios atuais do Oeste. Fernande relatou que a região possui forte dependência de trabalhadores estrangeiros, especialmente venezuelanos, que ocupam hoje milhares de vagas em indústrias e cooperativas.Com a possibilidade de queda do regime de Nicolás Maduro, abre-se o risco de um retorno em massa desses trabalhadores ao país de origem.

Segundo ele, presidentes de cooperativas e gestores de RH acompanham o cenário com preocupação, já que a saída de parte significativa dessa mão de obra poderia colapsar segmentos relevantes da economia local.

EDUCAÇÃO COMO BASE

Recentemente, a Caciopar realizou um fórum político-econômico sobre educação, reunindo prefeitos e secretários municipais do Oeste. No encontro, dois cases foram estudados: de Sobral (CE), cidade com um dos melhores Idebs do Brasil, e Açaí (PR), considerada uma das cidades mais inteligentes do mundo.

Para Fernande, os exemplos provam que a transformação educacional não depende apenas de grandes investimentos financeiros, mas de disposição para agir. “A educação é o único meio de transformação real. E precisamos começar na base.”

CONCESSÕES DE RODOVIAS

Fernande também comentou sobre o leilão do Lote 5 das novas concessões rodoviárias, considerado estratégico para o Oeste por contemplar trechos das BRs 163, 467 e 369.

Apesar de reconhecer a importância das concessões, ele expressou preocupação com os valores das tarifas, destacando a necessidade de monitoramento rigoroso dos contratos.

Quanto à duplicação da BR-277, Fernande afirmou que o período de obras vai exigir paciência da população, mas não se pode mais adiar: “A logística do Oeste ainda opera com estrutura da década de 1980. A duplicação é urgente.”

Por Jairo Eduardo. Ele é jornalista, editor do Pitoco e assina essa coluna semanalmente no Jornal O Presente

pitoco@pitoco.com.br

 
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