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Municípios 500 litros/dia

Nova Santa Rosa está prestes a ganhar fábrica de cerveja artesanal

(Foto: O Presente)

Nova Santa Rosa está prestes a ganhar uma cervejaria artesanal. A Maltika Microcervejaria, sob comando dos sócios Carlos Alberto Bruxel e Loivo Ledur, aguarda a certificação do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que seus produtos ganhem espaços nas festanças da região.

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Com receita pronta e o local de fabricação recebendo os detalhes finais, Bruxel acredita que a certificação deve acontecer ainda neste ano. “Estamos em um processo de adequação às normas técnicas para comercializar o produto”, declarou ao O Presente.

Sócio-proprietário da Maltika Microcervejaria, Carlos Bruxel, está prestes a adentrar o setor cervejeiro com a New Brux: “Há muitas indústrias no ramo, mas nós entramos com algo diferenciado. É preciso entrar no gosto do público para ganhar espaço” (Foto: O Presente)

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MESTRE CERVEJEIRO

Contemplando uma herança familiar esquecida, o nova-santa-rosense adentrou ao mundo cervejeiro há cerca de dois anos, já com o objetivo de unir o que gosta a uma fonte de renda. “Sempre tive essa vontade e em 2018 fiz um curso de mestre cervejeiro em Blumenau, na Escola Superior de Cerveja. Concluída a capacitação, eu comecei as buscas pela receita ideal”, relembra.

Em uma avaliação do comércio de cervejas, Bruxel afirma que o mercado tem ampla concorrência. “Há muitas indústrias no ramo, mas nós entramos com algo diferenciado. É preciso entrar no gosto do público para ganhar espaço”, opina, enaltecendo que aqueles que experimentaram a New Brux a aprovaram.

 

DE VOLTA ÀS ORIGENS

Segundo ele, a New Brux, cerveja produzida no empreendimento, surgiu a partir de receitas clássicas e importadas. “Dentre um horizonte de possibilidades, escolhemos três e as adaptamos, buscando excelência. Hoje nossos produtos voltam-se às origens e priorizam o processo real de fazer cerveja”, enfatiza, comentando que muitos processos industriais hoje em dia pulam etapas.

Premium Lager, Golden Ale e American Pale Ale são as variedades produzidas na microcervejaria. “A cerveja nada mais é que uma mistura de componentes orgânicos: malte, tirado da cevada; lúpulo, que dá paladar e gosto; água; e levedura, que age como fermento. Em média, o processo leva 20 dias da moagem dos grãos até a cerveja estar pronta”, resume Bruxel.

Ele diz que os procedimentos para fazer a cerveja artesanal em pequena e larga escala são similares. “Quem faz 20 litros na panela leva o mesmo tempo e segue um processo semelhante do que alguém que faz em maiores quantidades”, expõe.

 

500 LITROS/DIA

Atualmente, a produção do nova-santa-rosense chega a 600 litros de cerveja por mês. “Temos uma máquina de 150 litros por bateladas e fazemos uma vez por semana. Estamos investindo em uma máquina de 500 litros e, quando formos certificados pelo Mapa, pretendemos expandir a produção para 500 litros por dia. Já compramos o equipamento”, projeta.

As negociações para venda já estão avançando, com parcerias firmadas com lojas de conveniências da região. “O ponto próprio da New Brux segue sendo Nova Santa Rosa”, ressalta.

Pretensão do nova-santa-rosense é produzir 500 litros de cerveja artesanal por dia; equipamento maior já foi comprado (Fotos: O Presente)

 

Receitas rústicas, que voltam às origens da cerveja, garantem um produto diferenciado (Foto: O Presente)

 

PARANÁ É O TERCEIRO ESTADO “MAIS CERVEJEIRO” DO BRASIL

O Paraná é um dos Estados mais cervejeiros do Brasil e a cada ano consolida mais a sua posição de destaque no cenário nacional. Prova disso é que nos últimos quatro anos o Estado mais do que dobrou o número de cervejarias registradas, conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Hoje, o Paraná é a quinta unidade da federação com mais estabelecimentos, em número absoluto, além de apresentar a terceira maior densidade cervejeira do país.

Divulgado no final de abril, o Anuário da Cerveja 2020 mostra que, mesmo no primeiro ano de pandemia, o setor viu a concorrência aumentar no Estado, passando de 131 cervejarias paranaenses em 2019 para 146 no ano passado. Desde 2017, inclusive, o número de estabelecimentos registrados no Paraná cresceu 117,9%, uma alta acima da média nacional, de 103,7% – no período, o número de cervejarias no país saltou de 679 para 1.383.

Entre todas as unidades federativas, o Paraná apresenta o quinto maior número de empresas no ramo cervejeiro (em números absolutos), atrás de São Paulo (285 cervejarias), Rio Grande do Sul (258), Minas Gerais (178) e Santa Catarina (175). Porém, quando considerada a densidade cervejeira, o Estado aparece na terceira posição, com um estabelecimento para cada 78.882 habitantes. Apenas Santa Catarina (41.443) e o Rio Grande do Sul (44.275) ficam na frente, enquanto o Espírito Santo vem logo atrás (99.123).

Entre os municípios brasileiros, Curitiba e Pinhais são as cidades paranaenses com maior destaque no Anuário da Cerveja. A capital do Paraná, por exemplo, é a quarta cidade com mais cervejarias no país (22), tendo dobrado em quatro anos o número de estabelecimentos. Apenas Porto Alegre (40), São Paulo (39) e Nova Lima (23) possuem mais cervejarias.

 

NOVA PERCEPÇÃO DOS CONSUMIDORES

Presidente da Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva), Iron Mendes comenta que o crescimento do setor vem na esteira de uma nova percepção entre os consumidores, que perceberam que as cervejas artesanais entregam mais do que as cervejas comerciais de larga escala. Com isso, tem aumentado o número de empresários que investem para suprir a demanda na sua região ou cidade, seguindo uma estimativa de que o mercado de cervejas especiais ainda tem muito a crescer no Brasil.

“Hoje, a estimativa é que no Brasil de 4% a 5% do volume total vendido sejam de cervejas especiais. Em países onde o fenômeno começou mais cedo, como nos Estados Unidos, esse porcentual já está acima de 20% do mercado, em termos de valor. Então nós temos uma capacidade de crescimento, obviamente respeitando o poder aquisitivo do país e as condições competitivas ao empresário”, menciona.

 

MUDANÇAS PÓS-PANDEMIA

O crescimento verificado em 2020, no entanto, não significa que o setor não tenha sido impactado pela pandemia do coronavírus. Segundo o presidente da Procerva, o impacto foi maior na venda de chope, produto que, para algumas cervejarias, representa 90%, até 95% do volume da produção.

“Essas cervejarias foram severamente impactadas, porque os bares fecharam, então o impacto em venda de chope foi muito pesado, praticamente zerou de um dia para o outro. Já a venda de cervejas envasadas em latas e garrafas se manteve”, comenta Mendes. “O que aconteceu também é que, com a falta de lugar para tomar chope, aumentou o consumo de chope envasado em garrafa growler, a maioria de plástico, descartável. Vários pontos de venda também aderiram a essa ideia”, complementa.

 

O Presente

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