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Núcleo Regional de Educação convoca alunos ao ensino híbrido

calendar_month 26 de agosto de 2021
6 min de leitura

A rede estadual avança gradativamente na retomada das aulas presenciais. Após um ano de ensino remoto e um 2021 com o ensino híbrido, a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Toledo, Neiva Niero, destaca que a escola tem se mostrado um local seguro.

“A prioridade sempre foi a segurança dos estudantes e educadores. Por isso, o ensino de forma híbrida é a alternativa mais viável para o momento, cumprindo todos os protocolos de biossegurança estabelecidos pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa). Monitoramos diariamente e podemos dizer que as instituições são ambientes seguros, visto que não tivemos casos de contaminação intraescolar”, enfatiza ao O Presente.

Nesse formato, professores conseguem interagir simultaneamente com os alunos que estão no presencial e com aqueles que acompanham as aulas em tempo real pela internet. “Dessa forma, há um ganho maior ao estudante e também ao professor, que está continuamente se adaptando a essa realidade”, pontua Neiva.

 

CHAMAMENTO

Desde maio as aulas da rede estadual retornaram no formato híbrido e, agora, há possibilidade de que mais alunos possam frequentá-las presencialmente, haja vista a resolução n° 735/2021 da Sesa, que modifica o distanciamento social de 1,5 metro para um metro. “Desta forma, foi possível reorganizar as salas de aulas e permitir um número maior de estudantes frequentando presencialmente”, enaltece a chefe do NRE.

Ela diz que a maioria das outras atividades já retornaram e é necessário que a comunidade escolar entenda a importância do retorno presencial. “É a melhor possibilidade para o momento”, frisa.

 

PREFERÊNCIA DOS ALUNOS

Grande parte dos alunos tem preferido frequentar as aulas de maneira presencial, aponta Neiva. Segundo ela, a presença na instituição é uma sinalização de volta à normalidade.

A chefe do NRE salienta que para permanecer no ensino remoto é necessário justificar o caso. “Hoje o cenário é diferente. Estudante e família precisam justificar a impossibilidade de ir ao colégio para continuar estudando de forma on-line. Buscamos conscientizar as famílias para que avaliem a rotina dos estudantes: se já retornaram ao convívio com outros colegas e outras atividades em grupo, o retorno às aulas presenciais também pode acontecer”, evidencia.

 

MODERNIZAÇÃO

Desde junho deste ano, colégios selecionados do NRE têm contribuído para a fase de testes da implantação do registro de presença por reconhecimento facial. “No NRE de Toledo participam dos testes os colégios Estadual Cívico-Militar Antônio José Reis e Novo Horizonte, ambos em Toledo; o Colégio Estadual Eron Domingues, em Marechal Cândido Rondon; e o Colégio Estadual Pio XII, em Maripá”, detalha.

De acordo com Neiva, o instrumento deve facilitar a rotina do professor em sala de aula, bem como auxiliar no combate à evasão escolar. “À medida que os testes avançam, essas novas funcionalidades devem ser implementadas nos processos já existentes”, informa.

Chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Toledo, Neiva Niero, faz um chamamento para estudantes ingressarem no modelo híbrido: “Se os alunos já retornaram ao convívio com outros colegas e outras atividades em grupo, o retorno às aulas presenciais também pode acontecer” (Foto: Divulgação)

 

No Ceretta e no Eron, 1,3 mil alunos estão no sistema híbrido

No Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta, de Marechal Rondon, dos 615 alunos matriculados, 459 estão no sistema híbrido e o restante no ensino remoto. “Com parte dos alunos em sala de aula e parte em casa, o ensino híbrido tem funcionado de maneira satisfatória. Quanto à propagação da Covid-19, não tivemos nenhum caso dentro do ambiente escolar”, expõe a diretora do educandário, professora Maria Teresa Drummond (Tere).

Ela menciona que os professores estão adaptados com o novo formato, mas que é necessário um acompanhamento maior, por parte de alunos e famílias, das atividades e avaliações. As aulas no sistema híbrido propiciam, segundo Teresa, “uma melhora do aproveitamento escolar”. “Os alunos que estão no presencial têm um melhor aproveitamento em relação aos que estão em casa, pois os que estão junto com os professores conseguem questionar e tirar suas dúvidas diretamente com o professor, da mesma maneira o educador consegue acompanhar de perto as atividades dos estudantes que estão no colégio”, enfatiza.

Apesar dos ganhos notáveis no que diz respeito ao ensino e aprendizagem no sistema híbrido, a diretora do Ceretta relata que há quem não frequente ainda as aulas presencialmente. “Temos um grande número de alunos que os pais ainda não compareceram no colégio para assinar o termo de responsabilidade para o retorno às aulas híbridas”, informa.

Diretora do Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta, Maria Teresa Drummond (Tere): “Os alunos que estão no presencial têm um melhor aproveitamento em relação aos que estão em casa, pois os que estão junto com os professores conseguem tirar suas dúvidas diretamente com o professor” (Foto: Bruno de Souza/OP)

 

MENOS EVASÃO E EXCLUSÃO ESCOLAR

Com mais de 1,1 mil matrículas, o Colégio Estadual Eron Domingues tem 920 alunos com permissão dos pais e assinatura do termo de comprometimento e responsabilidade para frequentar o sistema híbrido. “Desses 920, a metade frequenta a escola presencialmente e reveza com a outra metade no ensino remoto. Atualmente, 206 alunos estão no modelo 100% remoto, mas tivemos recentemente uma nova resolução, diminuindo e flexibilizando os protocolos. A prioridade é fazer o atendimento presencial. Somente aqueles que comprovadamente apresentam atestado médico por doença ou têm comorbidade podem ficar no remoto”, declarou ao O Presente o diretor do educandário, Edson Stroparo.

Segundo ele, o Conselho Escolar e demais órgãos unem esforços em trazer para a escola cerca de 65 alunos que não têm comparecido.

Stroparo afirma que a possibilidade de trazer o aluno para a escola, no ensino híbrido, diminui a evasão escolar e a exclusão escolar. “Quem tem dificuldades de acesso e equipamentos é atendido prioritariamente dentro da escola. Começamos uma forma de descontaminação, porque o aluno estava dependente de um sistema virtual e agora, na sala de aula, cobramos registros no caderno ou livros, resolução de exercícios e escrita”, relata.

 

READAPTAÇÃO

Para o diretor, o formato híbrido é decisivo para o recomeço das aulas após a pandemia. “Percebemos preferência dos nossos alunos pelo presencial, porque também estão cansados do atendimento virtual. Os alunos entendem que o aproveitamento presencial é bem melhor”, comenta.

A aproximação que professores e alunos têm nas aulas presenciais, ainda que mediada pelos cuidados em relação à Covid-19, favorece a diminuição dos prejuízos na aprendizagem, ressalta o dirigente do Eron Domingues. “O aluno está voltando à escola diferente. Readapta-se e coloca sua situação emocional nos trilhos. Não vai ser neste ano que vamos nos readaptar totalmente, principalmente em termos de aprendizagem. Precisamos de um planejamento constante para entender onde o nosso aluno está situado no processo educacional”, conclui.

Diretor do Colégio Estadual Eron Domingues, Edson Stroparo: “Começamos uma forma de descontaminação, porque o aluno estava dependente de um sistema virtual e agora, na sala de aula, cobramos registros no caderno ou livros, resolução de exercícios e escrita” (Foto: Raquel Ratajczyk/OP)

 

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