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Municípios Saúde da mulher

Palestra sobre saúde reúne cerca de 60 mulheres em Quatro Pontes

Foto: Divulgação

A Casa da Cultura foi palco, na quinta-feira (17), de palestra intitulada “Saúde da mulher em todas as fases da vida”, promovida pela Secretaria de Saúde, de Quatro Pontes. O evento gratuito reuniu cerca de 60 mulheres, incluindo o secretário de Saúde, Marco Antônio Wickert, e sua equipe, e contemplou sorteio de brindes. Apoio na organização foi prestado pelas enfermeiras do Centro de Saúde, onde já ocorreram ações alusivas à promoção da saúde da mulher, e das Agentes Comunitárias de Saúde (ACS), Irene Vergutz, Silvani de Brito, Iraci Scher, Emanuele Zimmer, Ilorne Langer e Loreci Finkler.

A palestra fez parte da campanha Saúde da Mulher, desenvolvida durante o Setembro Rosa, e foi proferida pela especialista em ginecologia e obstetrícia e coordenadora do curso de Medicina da UFPR de Toledo, Naura Rocha Tonin. Na explanação, a profissional enfatizou a questão no HPV, que é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal) de homens e de mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. A infecção pelo HPV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

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Além disso, Naura destacou que a infecção pelo HPV não apresenta sintomas na maioria das pessoas. Em alguns casos, o HPV pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais (visíveis a olho nu) ou apresentar manifestações subclínicas (não visíveis a olho nu). As lesões clínicas, segundo ela, se apresentam como verrugas na região genital e no ânus, podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ou papulosas, e, em geral, são assintomáticas, mas podem causar coceira no local. Geralmente, essas verrugas são causadas por tipos de HPV não cancerígenos.

De outra parte, as lesões subclínicas (não visíveis ao olho nu) podem ser encontradas nos mesmos locais das lesões clínicas, não apresentam sinal/sintoma e podem ser causadas por tipos de HPV de baixo e de alto risco para desenvolver câncer. Elas podem acometer vulva, vagina, colo do útero, região perianal, ânus, pênis, bolsa escrotal e/ou região pubiana. Menos frequentemente podem estar presentes em áreas extragenitais, como conjuntivas, mucosa nasal, oral e laríngea. Mais raramente, crianças que foram infectadas no momento do parto podem desenvolver lesões verrucosas nas cordas vocais e laringe.

Ainda de acordo com a especialista, a vacina contra o HPV é a medida mais eficaz para prevenção contra a infeção. A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para meninas de nove a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, pessoas que vivem HIV e pessoas transplantadas na faixa etária de nove a 26 anos. “As mães podem ficar bem tranquilas quanto a vacina. Não há necessidade de desconfiar, buscando informações na internet. Levem os filhos para a vacinação, pois a vacina previne câncer de boca, garganta, laringe, vulva, vagina, colo do útero, reto e ânus nas meninas e nos meninos ainda o câncer de pênis”, afirma.

 

SARAMPO

Na ocasião, Naura expôs sobre a vacinação contra o sarampo. Para ela, é inadmissível o Brasil ter surto de sarampo, pois a doença já estava erradicada. “É possível prevenir por meio de vacinação, que também é gratuita e está disponível em todas as unidades de saúde do país. Estamos em campanha nacional e devem ser vacinadas 2,6 milhões de crianças de seis meses a menores de cinco anos. Não deixem de proteger seus filhos”, comenta.

Com assessoria

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