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Pandemia reduz entrada de imigrantes residentes em Foz do Iguaçu em 48%, aponta PF

calendar_month 3 de setembro de 2021
2 min de leitura

A entrada de imigrantes residentes em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, diminuiu 48,3% em 2020, em comparação com o ano de 2019, conforme a Polícia Federal (PF).

De acordo com os dados, em 2019, mais de 1,3 mil estrangeiros procuraram a cidade da fronteira para morar, enquanto no ano passado foram 713 pessoas.

Para o chefe do Núcleo de Polícia de Imigração (NUMIG), Nelson Cesar Machado Junior, a diminuição de estrangeiros na fronteira é reflexo da crise sanitária mundial causada pelo novo coronavírus.

Ele destacou ainda que, se não fosse a pandemia, os números deveriam ser crescentes, pois cada vez mais a Polícia Federal estimula a legalização desse público.

“A gente incentiva a regularização para que se este imigrante tiver problema, ele possa procurar o próprio estado. Procuramos admitir o máximo de estrangeiros, para podermos produzir dados e gerenciar essas pessoas. Se elas ficam fora da lei, podem ser marginalizadas e até exploradas na clandestinidade, tanto no trabalho forçado, como sexualmente ou em adoções ilegais.”


(Reprodução G1)

Conforme Junior, o desafio de Foz do Iguaçu, por estar na tríplice fronteira com Paraguai e Argentina, é que apesar do apoio para a regularização com a Lei de Migração, muitos ainda entram no país ilegalmente por falta de informação e acabam se arriscando.

“É difícil controlar esse fluxo migratório pela nossa localidade, com rios e pontes, mas nossa intenção é mapear esse imigrante aqui para termos condições de ter um controle maior, inclusive de assistência. O controle de fronteiras é um problema mundial, não é diferente no Paraná.”

Apesar da redução de estrangeiros com pedidos para residência em Foz do Iguaçu, os números indicaram que durante a pandemia houve aumento, principalmente, na entrada de moradores do Haiti e Cuba. Veja na tabela abaixo.

Para ajudar os estrangeiros que chegam em Foz do Iguaçu, a cidade conta com a Casa do Migrante. (Leia mais, ao final da reportagem, sobre os serviços ofertados no local.)

De acordo com a responsável pela casa, irmã Terezinha Mezzalira, os estrangeiros do Haiti justificam a mudança por causa da situação de conflito e crise econômica que o país enfrenta. Já os de Cuba, relatam a dificuldade no cenário político, além dos problemas econômicos.

Países com maior nº de imigrantes que entraram em Foz do Iguaçu (2019/2020)


(Reprodução G1)

 

Com G1

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