A Indústria 4.0 engloba um amplo sistema de tecnologias avançadas que estão transformando os modelos de produção e de negócios no mundo. Entre as tecnologias estão a inteligência artificial, internet das coisas, robótica, big data, realidade aumentada, criptomoedas e computação em nuvem.
Para debater o tema, o Sebrae Paraná tem desenvolvido ações no sentido de esclarecer os principais pontos do conceito 4.0 e, também, elucidar como pequenas e médias empresas podem adotar ações para adentrarem no universo da transformação digital. Nesse sentido, durante o Show Rural Coopavel 2022, foi dado um importante passo com o objetivo de formalizar um grupo de empresários e oferecer capacitações e programas voltados especialmente ao tema Indústria 4.0: o Sebrae Paraná e a Câmara Técnica de Máquinas e Equipamentos do Agronegócio do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) realizaram a primeira reunião da Vertical 4.0.
“A ideia é ampliar o grupo e abrir espaço para a participação de novas empresas que podem não ser industriais, mas têm potencial para fornecer tecnologia e soluções diferenciadas para o setor. Foi um encontro bastante produtivo que engrandeceu ainda mais esse grande movimento inovador que precisa ser acelerado e vai beneficiar não só os empresários, mas toda a região”, indica o consultor do Sebrae Paraná, Edson Braga.
Indústria 4.0
A Indústria 4.0 é apresentada como uma proposta para o avanço da manufatura mundial, considerado um processo evolucionário da indústria que tem como base outras três revoluções: a primeira, baseada na implantação de processos mecânicos movidos a vapor; a segunda, que se deu por meio da introdução da produção massificada com a utilização da energia elétrica; e a terceira, marcada pela implantação da eletrônica, computação e da automação da manufatura.
“À primeira vista, parece impossível falar em tecnologias 4.0 em um contexto de interior ou de pequenos negócios. Mas, é preciso compreender que a transformação também engloba uma mudança de comportamento que na região Oeste já é avançada”, pontua o consultor de negócios e especialista em gestão na indústria, Elpídio Moreira da Costa.
O desafio, em meio a tudo isso, é equilibrar custos de implementação com a realidade das micro e pequenas empresas, que querem acompanhar o movimento, mas, às vezes, não conseguem avançar por conta dos grandes investimentos demandados. Mas de acordo com Braga, em alguns casos, os valores são superados pelos resultados.
“Embora existam dificuldades na implementação das novas tecnologias, a inovação por meio da implantação das tecnologias e conceitos da Indústria 4.0 pode trazer a otimização dos processos operacionais, qualificação dos funcionários, redução de desperdícios, novos modelos de negócios, aumento do faturamento e melhoria da competitividade. Este é o grande desafio que temos pela frente, mas temos também a convicção de que este é um caminho sem volta”, ressalta Braga.
Em toda a região, a vertical Indústria 4.0 realiza reuniões periódicas dentro e fora da Câmara Técnica. Até o fim deste semestre, o objetivo é formatar totalmente o grupo e, depois, encaminhar a criação de uma governança que vai reunir empresários, Poder Público, instituições de ensino e apoiadores.
“Assim como as tecnologias que vieram com a quarta revolução, o grupo também veio para ficar. Por isso, cada vez mais, é necessário que haja aprofundamento nos entendimentos sobre o tema e a compreensão de quais tecnologias podem ser aproveitáveis para cada tipo de negócio. Afinal, a partir do momento em que se entende que determinada tecnologia pode ajudar no desenvolvimento do negócio ou na forma com que este interage com as partes envolvidas, argumentos como preços, acessibilidade e dificuldades começam a perder força”, garante o consultor do Sebrae Paraná.


Com Sebrae
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