
O prefeito Renato Silva disse, no último dia 15, que não há preço para venda da Univel e que, antes pelo contrário, a instituição é compradora no mercado do ensino superior.
“Nos próximos 10 anos vou assumir todas (as instituições) ou a maioria. Como pioneiro, como mentor, com o dom que Deus me deu, devo assumir as outras instituições de Cascavel nos próximos anos e os perversos serão banidos da face da Terra”, disse.
A declaração foi ao ar em entrevista concedida ao radialista Valdomiro Cantini, na rádio Massa. Renato estava acompanhado da secretária de Comunicação, Beth Leal. Não ficou claro na fala do prefeito quem são os “perversos” que precisam ser banidos.
A conversa que culminou no “banimento dos perversos” começou a partir da autorização para implantação do curso de Medicina na Univel, cuja portaria foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 14 de abril.
Na mesma entrevista, ele atenuou a declaração inicial dizendo que a cidade está em paz e que prefere o entendimento e o diálogo. “Fui atacado cruelmente na eleição do ano passado, mas já conversei com o Edgar Bueno e com o Pacheco”, disse.
Sobre a segurança pública, segmento que pôs o governo contra a parede já no início do mandato, Renato disse que alguns moradores de rua “merecem cintada no lombo, rabo de tatu”. O prefeito lastimou o que chamou de “tragédia da rua Manaus” e disse que o assassino morto pela polícia era um “perverso que tem que ser banido mesmo”.
“O mendigo tem que ser tratado como sujeito, sim, a sociedade também tem culpa, mas o indigente se sujeitou a ficar nessa vida”, complementou.
Do seu jeito, com suas palavras típicas, Renato elogiou o comandante da Guarda Municipal: “O coronel Lee não é um Zé Mané, é coronel da PM, preparado”, disse o prefeito.
GIACOBO E GUGU
O prefeito também falou sobre as amarrações políticas para o ano eleitoral de 2026. Reafirmou que seu candidato a deputado federal é Fernando Giacobo (PL) e a estadual, Gugu Bueno, embora tenha mencionado também outros nomes. Questionado sobre o apoio do Paço ao vice, Henrique Mecabô, para a Câmara Federal, Renato foi bem claro. Disse que nos acordos firmados ano passado, o apoio do prefeito iria para Giacobo.
Sobre o antecessor, Renato disse que Paranhos tem “pequenas chances” de se candidatar a governador, vice ou senador, mas que, se avançar, terá seu apoio. “Se nada der certo, o Paranhos será eleito deputado com 70 mil votos em Cascavel sem precisar sair de casa”, disse.
Por Jairo Eduardo. Ele é jornalista, editor do Pitoco e assina essa coluna semanalmente no Jornal O Presente
