Reunidos na última sexta-feira (05), na sede da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), em Cascavel, prefeitos da região Oeste discutiram temas da pauta municipalista, especialmente questões relacionadas à manutenção de convênios com a Caixa Econômica Federal (CEF) e com a Itaipu Binacional. A assembleia, de caráter extraordinário, foi comandada pelo presidente da Amop e prefeito de Jesuítas, Junior Weiller.
O encontro contou com a presença de Luiz Paulo Lasta, superintendente regional da CEF em Cascavel, e Paulo Schad, do Regov, organismo que cuida das ações de governo do banco estatal em nível de região Oeste. Segundo os prefeitos, a queixa maior é decorrente das exigências que o banco faz em seu checklist utilizado para a liberação de recursos para obras. “Em determinadas circunstâncias, mais parece que a burocracia está acima do interesse público”, disse o segundo vice-presidente da Amop e prefeito de Três Barras do Paraná, Hélio Bruning.
“Nossa intenção é romper barreiras, eliminar dificuldades burocráticas e fazer valer o diálogo entre ambas as partes, para que as obras com recursos do governo federal e que passam pela CEF tenham o destino mais adequado e ágil possível e cumpram com excelência o papel social e de indução do desenvolvimento”, declarou Lasta.
“A agonia dos prefeitos é justificável. Quando as coisas se tornam muito burocráticas, ocorre a venda de facilidades. Desta forma, a roda da corrupção não para e continua girando. Boa parte deste problema decorre do fato de o Brasil realizar uma eleição a cada dois anos, situação que engessa e emperra o Poder Público e cria uma série de dificuldades legais”, afirmou Weiller.
Já os convênios com Itaipu, diante da filosofia de gestão da nova diretoria da binacional, também foram reduzidos devido à priorização de obras de caráter estruturante, em detrimento de outras. Conforme o presidente da Amop, a entidade está aprimorando esta discussão e em breve deve envidar novos esforços para discutir o tema.
Plano de carreira
Questões relacionadas ao plano de carreira de servidores públicos municipais, a necessidade de unificá-los e proceder com reajustes em bloco motivou a criação de um grupo de estudos por parte da Amop, através dos departamentos de Educação e Jurídico da entidade municipalista oestina.
De acordo com o prefeito de Anahy, Carlos Antônio Reis, que comanda o Departamento de Educação da entidade, esse grupo fará um estudo que unifique os procedimentos em nível de Amop, ou seja, englobe os 54 municípios associados. “Além de unificar os planos de carreira, nossa intenção também é padronizar os reajustes para que não haja dois pesos e duas medidas, como é o caso dos servidores da Educação, que recebem reajustes sempre acima dos demais servidores. A discussão que se tem agora é não tornar os reajustes um efeito cascata, o que inviabilizaria as administrações públicas”, destacou.
Com assessoria Amop