O prazo de atualização cadastral do rebanho paranaense encerra amanhã (30). Diferentemente de 2020, quando houve duas etapas, neste ano o período único começou em 1º de maio e termina em 30 de junho.
Os últimos números divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), ontem (28), apontam que 68,2% das propriedades rurais tiveram seus rebanhos atualizados. Faltam, portanto, 31,8%.
Jussara, Matinhos, Ourizona, Pontal do Paraná, São Carlos do Ivaí, São Jorge do Ivaí, São Manoel do Paraná, Campo do Tenente e Tunas do Paraná atingiram 100%. Outros 48 municípios estão acima de 90% e 64 acima de 80%.
Os piores classificados são Campina Grande do Sul (34,1%), Contenda (32,4%), Piraquara (32,3%), Quitandinha (31,2%) e Colombo (15,9%), todos na região da Capital, além de Curitiba (35%).
Na regional de Toledo, da qual Marechal Rondon faz parte, 80,4% dos rebanhos foram cadastrados. Entre os municípios da região rondonense, o que mais cadastrou foi Entre Rios do Oeste com 94,8%. Na sequência aparecem Pato Bragado (92%), Marechal Cândido Rondon e Mercedes (90,4%), Nova Santa Rosa (89,1%), Maripá (88%), Palotina, Quatro Pontes (85,9%) e Santa Helena (70,7%).
A partir de quinta-feira (1º), os produtores e criadores que não estiverem com o registro atualizado no sistema da Adapar terão negada a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), impossibilitando movimentação entre propriedades ou no transporte para abate. Além disso, o proprietário poderá ser multado em dez Unidade Padrão Fiscal (UPF). O valor da multa é de R$ 1.135,40 por propriedade.
BUSCA
A atualização é fundamental para auxiliar a Vigilância Sanitária e garantir a manutenção do status internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. A certificação foi concedida em 27 de maio pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), depois de mais de 50 anos de esforço conjunto de entidades públicas e privadas e da cooperação de produtores.
“Atualizar o cadastro é um dever para sustentar o reconhecimento internacional da boa sanidade do nosso rebanho”, afirma o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Segundo ele, o objetivo primeiro não é aplicar multa, mas o Estado tem a obrigação de buscar quem não comprovou. “Quem não fizer o cadastro está expondo a um risco desnecessário o seu vizinho e a economia do Paraná, que é líder na produção de proteínas animais”, salienta.
A Adapar tem todas as propriedades rurais georreferenciadas no Estado, mas precisa dos dados internos de produção com vistas a tornar mais ágil e eficaz uma ação de controle no raio em torno, caso ocorra um eventual foco de aftosa, o que é possível, visto se tratar de um vírus. “Precisamos dessa informação para planejar todas as ações”, acentua o presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.
CAMINHOS
A atualização é exigida para todas as espécies animais existentes na propriedade (bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho-da-seda).
Os produtores podem fazer de forma direta por meio do link www.produtor.adapar.pr.gov.br/comprovacaorebanho ou em uma das Unidades Locais da Adapar, Sindicatos Rurais ou escritório de atendimento de seu município (prefeituras). Para fazer a comprovação, o produtor deve ter o CPF cadastrado. Nos casos em que seja necessário ajustar o cadastro inicial, o telefone para contato é (41) 3200-5007.
ÍNDICE DE CADASTRO DE ANIMAIS NA REGIÃO
Entre Rios do Oeste 94,8%
Pato Bragado 92%
Marechal Cândido Rondon 90,4%
Mercedes 90,4%
Nova Santa Rosa 89,1%
Maripá 88%
Palotina 85,9%
Quatro Pontes 85,9%
Santa Helena 70,7%
Fonte: Adapar, dados de ontem (28)
O Presente