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Produtores elevam patamar de crescimento e diversificação em Pato Bragado

(Foto: Divulgação)
  • Albertino da Costa: “Sempre que precisei fui atendido” (Foto: Divulgação)

  • Carlito e os filhos Jonas e Adilson Fincke estão muito felizes, acreditando que os próximos anos ainda serão melhores (Foto: Divulgação)

  • Prefeito em exercício, Dirceu Anderle, assegura que a administração vem trabalhando para tornar o município cada vez mais produtivo, já que 80% da arrecadação vem do setor agropecuário (Foto: Marili Koehler)

  • Para o jovem agricultor Orlei Konrad, Pato Bragado é um município que oferece o suporte para que a propriedade se viabilize (Foto: Divulgação)

  • Ao lado da atividade leiteira com 850 litros de leite ao dia, Renato Borelli também comercializa 70 mil frangos por lote e tem alojados 600 suínos (Foto: Marili Koehler)

  • Valter Hecht: “Minha propriedade conta com grande parte de subsídios a fundo perdido. Tenho orgulho dos programas e de morar em Pato Bragado” (Foto: Marili Koehler)

O município de Pato Bragado comemorou no dia 18 de junho 30 anos de criação. Ao longo dos últimos 27 anos, ou seja, desde a primeira administração municipal, os agricultores passaram a conviver com uma realidade que transformou o campo e a cidade.

Cada administração colocou em prática o seu projeto de apoio à agricultura e hoje a grande maioria dos agricultores se diz orgulhosa de viver e produzir para si e para o município, dado justamente à participação e apoio do Poder Público, por intermédio de subsídios e programas que alavancaram a produção.

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Isso tudo facilitou o processo de diversificação das propriedades rurais, possibilitando renda extra para quem antes se dedicava apenas ao plantio de soja e milho.

Conforme o prefeito em exercício, Dirceu Anderle, a administração vem trabalhando para tornar o município cada vez mais produtivo, já que em torno de 80% da arrecadação vem do setor agropecuário, que exerce, portanto, papel de destaque no município.

 

COMEÇO MAIS TRANQUILO

Na piscicultura, por exemplo, o produtor Albertino da Costa, da Linha Arroio Fundo, embora admita que no município a atividade ainda está em expansão, se mostra otimista pela opção que fez. “É uma atividade que, bem cuidada e bem trabalhada, com certeza resulta em boa rentabilidade”, avalia.

O piscicultor trabalha em uma área de 2,5 alqueires e uma lâmina de água de aproximadamente 4 mil metros quadrados. Ele conta que chegou a produzir dois lotes no período de 15 meses, mas que hoje, por conta de uma série de fatores, produz apenas um lote, que ao final de sete a oito meses resulta numa safra de 30 toneladas de peixes ao ano.

Com cerca de seis anos na atividade, Costa faz questão de destacar o apoio que recebeu do município para iniciar e viabilizar a atividade. “Sempre que precisei fui atendido. Isso ocorreu por intermédio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, em horas-máquina no melhoramento de acesso para despesca, limpeza de açudes, enfim, naquilo que foi necessário para que o trabalho pudesse ser desenvolvido”, salienta, acrescentando: “Chega a dar inveja para produtores de outros municípios da região que não têm essa ajuda à disposição”.

Posição semelhante tem o jovem agricultor Orlei Konrad, que também tem uma propriedade na Linha Arroio Fundo. Para ele, Pato Bragado é um município que oferece o suporte para que a propriedade se viabilize. Apesar de algumas dificuldades ultimamente enfrentadas por conta das adversidades do clima, Konrad faz questão de mencionar que o apoio do município com máquinas, calcário, cama de aviário e para o processo de correção do solo resulta numa produção de 20% a 25% maior em cada safra finalizada.

 

PRIVILEGIADO

A exemplo de outros produtores do município, Konrad também trabalha com a diversificação na sua propriedade. “Apesar da produção agrícola dar um bom retorno, é preciso algo a mais”, afirma o produtor. “Para tanto já está em andamento um projeto novo, a piscicultura”, revela.

Sua propriedade compreende uma área de 11 alqueires, dos quais nove são para a produção de grãos. Na piscicultura ele ingressa na atividade com um tanque de cerca de dez mil metros quadrados, projetando uma produção por temporada de cerca de 60 a 70 toneladas de peixe.

Para que isso se viabilize, o bragadense afirma ter recebido apoio do município com o trabalho de terraplanagem, escavação e melhoramento de acessos. Além disso, enaltece as obras de pavimentação asfáltica, praticamente na porta de casa. “Não só eu, a vizinhança também. Todos têm. É um privilégio morar e produzir aqui em Pato Bragado”, destaca.

De acordo com o prefeito em exercício, à piscicultura foram destinados muitos investimentos do Poder Público, por meio de um programa de apoio com horas-máquinas para limpeza e construção de novos tanques. Isso, segundo Anderle, incentivou um crescimento de 70% na produção, considerando ainda que o município sempre foi um grande produtor.

 

DEMOCRACIA

Renato Borelli, da Linha Bariguí, é bragadense desde 1968, ano de seu nascimento. Ele atua na produção de grãos, leite, aves e suínos em uma propriedade de 6,5 alqueires, dos quais três são agricultáveis.

Nos seus três aviários, Borelli produz 70 mil frangos por lote. Tem alojados 600 suínos e na atividade leiteira produz em média 850 litros/dia. “Hoje nossa realidade é bem diferente de quando o município foi criado e instalado. Graças a Deus todos os prefeitos seguiram uma lógica, com adequação e manutenção das estradas, seguindo com pedras irregulares e agora o asfalto na porta de casa”, comemora, referindo-se ao pacote de 14 quilômetros que está sendo executado no interior do município.

Ao fazer menção ao apoio oficial do município ao longo dos anos, Borelli avalia que sempre teve ótimos programas de incentivo aos produtores, serviços de terraplanagem e pedra brita. “Aqui vivemos numa democracia em que todos os prefeitos estão atendendo os produtores em suas necessidades. Fazemos inveja a outros municípios com a estrutura de nossas propriedades por conta do apoio recebido e que nesse ano me possibilitou investir em um moderno aviário. O município me auxiliou na terraplanagem, no cascalhamento do pátio, enfim, em tudo que solicitei”, frisa.

 

ORGULHO

Entre a cidade e um dos parques industriais do município está a propriedade de Valter Hecht, que produz grãos, leite, aves e pastagem. Ao todo, são seis alqueires, onde o resultado das atividades se alterna.

Referindo-se à realidade do setor agropecuário bragadense, ele diz que na medida do possível tudo vai bem. “Hoje, os cereais estão mais ou menos, mas no frango o momento é muito bom, o dólar tá alto. As exportações a pleno vapor. No leite passamos por momentos ruins, a gente teve que buscar trato de fora e isto custou caro, mas hoje o leite já está recuperando. Pato Bragado conta com boa estrutura, com subsídios do Poder Público e isso serviu como um despertar para os produtores se estruturarem. Temos uma estrutura sólida, com solo recuperado, muito bem tratado. Na avicultura contamos, a cada ano, com um número maior de aviários. Isso confirma a existência de apoio aos produtores”, enfatiza o agricultor.

Especificamente em relação à atividade leiteira, Hecht menciona os programas de subsídios do município. “Recebemos o sêmen, contamos com repasse de sementes de aveia e a subsolagem de onde tiramos a forragem para o gado e ainda auxílio na construção de salas de ordenha, aquisição de ordenhadeiras, sala de espera para o gado, horas-máquina, viagens de conhecimento, por intermédio do Conselho de Desenvolvimento Agropecuário, enfim, temos tudo”, ressalta.

Ainda em relação ao que Pato Bragado é hoje no setor agropecuário, o produtor exemplifica. “Eu sempre tive apoio das administrações nesses 30 anos e isso foi sendo reforçado como uma alavanca que ajudou a gente a investir. Em minha propriedade conto com grande parte de subsídios a fundo perdido. Tenho orgulho dos programas e de morar em Pato Bragado”, celebra.

“Nosso município sempre foi um grande produtor de grãos. É um setor em que sempre buscamos incentivar os produtores com o apoio no tratamento do solo, desde a adubação verde, com ajuda de semente de aveia, esterco de frango e calcário. Uma terra bem adubada proporciona sempre um retorno melhor”, expõe Anderle.

O gestor destaca que no setor da bovinocultura de leite a administração busca incentivar os produtores a investir nas melhorias das instalações, com incentivos na construção de sala de ordenha, pisos e silos e mais ainda na melhoria da genética e bem-estar do animal, auxiliando com sêmen, serviços de inseminação e atendimento veterinário, entre outros.

 

CRESCIMENTO VERTIGINOSO

Na Linha Itapiranga está a propriedade que Carlito Fincke, a qual ele administra com os filhos Jonas e Adilson. A pedido do pai, foi o jovem Jonas que falou e manifestou a satisfação com a realidade do setor. “Hoje o panorama está muito diferente do período da emancipação. Na época, por exemplo, se recolhia um volume insignificante de leite. Já em um comparativo com os dias atuais, estamos recolhendo em torno de 20 mil litros de leite do mesmo número de produtores que tínhamos há 20 anos. Na suinocultura também. Tínhamos 300 porcos de engorda e hoje estamos com 7,2 mil. Tudo evoluiu com apoio do Poder Público, em terraplanagens e diversos outros serviços. A família está muito feliz, acreditando que os próximos anos serão ainda melhores”, comemora.

Ainda de acordo com Fincke, na suinocultura o crescimento foi vertiginoso. “Pato Bragado não tinha nem três mil suínos quando se emancipou e para quem quer investir no setor a municipalidade sempre está apoiando com maquinários, acessos a pátios, entre outros programas de subsídios disponibilizados por meio da Secretaria de Agricultura”, relata.

Ele anuncia que a produção da família não vai parar por aí. “Estamos com 7,2 mil suínos e pensando no crescimento, pois com o asfalto chegando na nossa linha, o que facilita o escoamento da produção, tanto de suínos, como grãos, as oportunidades só aumentam”, evidencia.

A partir do registro de animais cadastrados junto à Adapar, segundo Anderle, é possível comprovar o grande aumento no número de aves e suínos alojados, sendo que existe ainda uma demanda considerada de serviços agendados para terraplanagem e novos investimentos no setor. “Isso reafirma que nossos produtores acreditam no potencial do município e que a parceria do Poder Público continua dando certo”, enfatiza.

 

Com assessoria

 

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