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Quatro-pontense transforma paixão familiar em negócio e se prepara para lançar marca de vinhos

calendar_month 23 de maio de 2021
3 min de leitura

O quatro-pontense Nelson Kunzler viu na paixão pelos vinhos uma oportunidade de também prestigiar outros com o produto. Herança familiar passada de geração em geração, a elaboração artesanal de vinhos culminou na marca Vinhos Kunzler, que deve ser inaugurada neste ano.

“Sou enófilo, gosto de vinho e por isso os elaboro. Minha família sempre produziu para consumo e eu estudei o processo. Em 2007, comecei a produzir vinho artesanal para comercializar”, contou ao O Presente.

Hoje, Kunzler é presidente da Associação de Produtores de Uva e Vinho (Apuvitis), situada na Linha Água Verde, em Quatro Pontes, local onde Kunzler elabora os vinhos.

Por cerca de cinco anos a produção vinícola foi suspensa e, neste ano, a elaboração se reergueu. “Produzimos cerca de cinco mil litros de vinho neste ano”, enumera.

 

VIDA NA CANTINA

Produzindo em maior escala, Kunzler comenta que a correção do açúcar da uva é feita por meio da adição de um insumo para estabilização do vinho. “De seis a sete meses depois dos primeiros trabalhos na uva, o vinho já pode ser consumido. Durante todo o processo, há um controle elaborado da temperatura. Nos primeiros 30 dias, o cantineiro praticamente dorme na cantina, porque é ali que está o sucesso para elaborar um bom vinho”, confidencia.

Enófilo Nelson Kunzler, que é presidente da Associação de Produtores de Uva e Vinho (Apuvitis) de Quatro Pontes: “Quando você pega gosto, a cada dia você quer melhorar mais” (Foto: Divulgação)

 

CONTROLE DA PRODUÇÃO 

Diferenciando-se do vinho feito em larga escala, o quatro-pontense enaltece que o vinho artesanal permite que a produção seja acompanhada de perto. “Quando você pega gosto, a cada dia você quer melhorar mais. A uva, por exemplo, precisa ser de boa qualidade e sadia, fundamental para um vinho de qualidade”, opina.

As condições climáticas também influenciam na produção e ainda mais, de acordo com ele, no Oeste paranaense, onde a temperatura em janeiro e fevereiro é bastante elevada, justamente quando a fermentação acontece. “É preciso controlar a temperatura. É artesanal, mas vale pontuar que todas as boas práticas de fabricação são observadas”, afirma.

 

DIFERENÇA NOS PREÇOS

Por ser produzido artesanalmente, o produto se diferencia dos demais. Porém, pontua Kunzler, a competição com vinhos do Rio Grande do Sul é dificultada. “Comercializam por R$ 10 e a nossa é R$ 15. Hoje o custo está elevado. A uva colhida no Oeste tem um valor alto agregado na venda in natura, justamente por ser colhida antes que no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Colhe antes e ganha mais, cerca de R$ 6 a R$ 7 por quilo nos meses de dezembro e janeiro. Para nós compensa buscar de outros lugares, a uva do Sul sai por R$ 3,50. O consumo de uva e vinho aumentou; há mais procura do que oferta de uva, o que encarece o custo de produção. Mais no Sul, a uva chega na indústria a R$ 1,2 no máximo”, compara ele, salientando: “Nosso custo de produção é alto se comparado a outras regiões, por isso agregamos valor”.

A qualidade, considera o quatro-pontense, é chave para conquistar os apreciadores de vinho. “Não quero vender vinho uma vez só, quero me firmar no negócio produzindo ao gosto do produtor”, enfatiza.

Quatro-pontense Nelson Kunzler produz cerca de cinco mil litros de vinho anualmente (Foto: Divulgação)

 

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