Municípios R$ 2 milhões em investimento

Quatro Pontes vai ganhar hospital

Foto: Mirely Weirich/Leme Comunicação

Quatro Pontes celebrou na quarta-feira (13) 26 anos de emancipação político-administrativa. Mais um ano para comemorar as conquistas e avanços do local que a partir de 1990, movido pela união e força de seu povo, buscou o desafio de emancipar a pequena vila que em seus 114 quilômetros quadrados mostrava e ainda demonstra um futuro promissor para quem ali escolhe para chamar de lar.

Além do crescimento e sucesso na área agropecuária, principal veia de arrecadação do município, os avanços aconteceram em todos os setores: comércio, serviços, indústria, serviço público e na própria população – que transformou-se ao longo destas duas décadas e meia fazendo com que o município se tornasse referência em diversos aspectos em âmbito estadual.

Capital da longevidade, 3ª melhor no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Paraná, uma das melhores educações do Estado com índice de analfabetismo próximo de zero fazem de Quatro Pontes uma pequena – mas promissora – estrela do Oeste. Entretanto, assim como diversos outros municípios brasileiros, há desafios que ainda demandam de muito trabalho para serem superados, especialmente quando o tema é saúde pública.

 

Gargalo

Sem um hospital no município, esta, de acordo com o secretário de Saúde, Marco Wickert (Max), é uma das principais demandas da pasta e o grande pedido da população. “Apesar de termos convênios com hospitais em Entre Rios do Oeste, Nova Aurora e Toledo, cada um para atendimentos específicos, é um desejo da nossa administração e da população que tenhamos um hospital em Quatro Pontes”, diz. “Se voltarmos um pouco no tempo, nosso município já teve um hospital que inclusive permitia que as crianças nascessem aqui, como quatro-pontenses. Eu sempre reafirmo e a população sabe disso: por questões políticas esse hospital foi fechado. Uma grande perda para toda a população”, lamenta.

Todavia, observa Wickert, o Poder Público do município trabalha para mudar esta realidade.

Conforme o prefeito João Laufer, já começaram os trâmites para iniciar a licitação da obra de uma nova unidade hospitalar. “O hospital será construído e equipado pelo município e, posteriormente, será feita uma licitação e a administração do local será realizada pela iniciativa privada”, explica.

Apesar de o local da nova obra ainda não estar definido, o prefeito detalha que o investimento será de R$ 2 milhões para a edificação, feita em três etapas.

A primeira, comenta, será a parte estrutural, seguida pelos detalhes de construção civil e, para finalizar, a estruturação com todos os equipamentos necessários para o funcionamento da unidade hospitalar. “Se tudo acontecer conforme o nosso planejamento, esperamos que em cerca de um ano e meio após esta primeira licitação a obra esteja concluída e pronta para ser entregue para a iniciativa privada fazer a administração”, estima o gestor quatro-pontense.

Construir o hospital com recursos do município e entregar a administração para a iniciativa privada, na visão do secretário de Saúde, é a melhor forma de viabilizar uma instituição hospitalar em Quatro Pontes, tendo em vista que o município conta com quatro mil habitantes e cerca de 1,5 mil possuem planos de saúde. “Neste cenário, infelizmente Quatro Pontes não tem condições financeiras de construir, equipar e manter um hospital funcionando de acordo com a necessidade da população”, pontua Wickert.

 

Estrutura

O prefeito salienta que o hospital deverá contar com aproximadamente 15 a 20 leitos para internação, com atendimento para baixa e média complexidade. “Teremos aparelhos de raio-X, ecografia e a estrutura necessária para um hospital municipal atender a uma cidade do porte de Quatro Pontes”, menciona.

Ele comenta, no entanto, que a população não deve se alarmar quanto ao atendimento no Centro de Saúde, que continuará acontecendo normalmente após a abertura do hospital. “Nada vai mudar no atendimento do Centro de Saúde. Vamos apenas conquistar mais um grande anseio da população e também da nossa administração”, enfatiza.

Laufer e Wickert assinalam que o Poder Público já está viabilizando recursos para a obra e o prefeito lembra que assim que o hospital estiver em funcionamento, atendendo pelo Sistema Único de Saúde, existirão repasses do governo federal para auxílio na manutenção do local. “Porém, estamos dando um grande passo, por isso precisamos aumentar a nossa arrecadação para realizar esta obra e fazer acontecer”, frisa Laufer.

Wickert afirma que a decisão do prefeito e da administração representa um grande desafio, entretanto, é também a resposta a um dos grandes pedidos da população. “Quando conseguimos atender os pacientes dentro do município, além da comodidade para o munícipe, a questão dos custos com a saúde são revistas: menos gastos com veículo, combustível e, acima disso, há menos risco para o paciente em precisar estar na rodovia”, avalia.

 

Leia a matéria completa na edição impressa de O Presente desta sexta-feira (14)

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