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Região Oeste do Paraná se destaca na nova era do cuidado com pets

Conheça o hotel pet idealizado pela rondonense Caroline Pizzatto, empreendimento que nasceu de uma experiência pessoal


calendar_month 25 de abril de 2026
6 min de leitura

O crescimento do mercado pet brasileiro já não é novidade. Em 2025, o setor movimentou cerca de R$ 77 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Dentro desse universo, os serviços, que incluem banho, tosa, creche, adestramento e hospedagem, representam aproximadamente 8% do faturamento total, o que posiciona o segmento na casa de R$ 5 a 7 bilhões ao ano.

Com uma população estimada em mais de 62 milhões de cães no país, conforme o Instituto Pet Brasil (IPB), a demanda por soluções que garantam bem-estar e segurança durante viagens ou compromissos dos tutores tem impulsionado a profissionalização da hotelaria pet. O que antes era improvisado, hoje ganha padrão estrutural, protocolos e diferenciais que se aproximam do conceito de hotelaria humana.

Estrutura e individualização como tendência

Inaugurado em fevereiro de 2025, em Toledo (PR), o Hotel Pet Vila Malu surge nesse contexto de expansão e amadurecimento do mercado. Idealizado pela proprietária Caroline Pizzatto, o empreendimento nasceu de uma experiência pessoal. “O Vila Malu foi idealizado como um hotel que eu sempre sonhei para os meus pets. Tudo aquilo que eu sempre quis para meus diversos animais de estimação em todas as suas individualidades foi detalhadamente pensado e executado.”

Segundo ela, a concepção do projeto foi literal: “O desenho dele veio num sonho à noite e ao acordar deste sonho, na verdade o hotel estava todo planejado. Conversei com o meu esposo e na hora ele deu todo o apoio e a gente passou a desenhar o hotel e no dia seguinte a gente começou a executar.”

Desde a inauguração, Caroline afirma que o movimento tem sido constante. “O hotel iniciou em fevereiro de 2025. Desde lá sempre tem movimento. A gente recebe todos os tipos de cães sociáveis.”

O diferencial está na combinação entre convivência coletiva monitorada e hospedagem individualizada. Para cães que apresentam dificuldade de interação em grupo, a estrutura prevê baias exclusivas. “Os cães que às vezes por alguma questão de sua própria individualidade têm dificuldade num hotel de coletividade, aqui pode ser aceito porque a gente trabalha com baias de hospedagem individual.”

Cada baia possui 25 m², piscina individual, jardim privativo e chalé termoacústico climatizado. “Essas baías têm piscina individual, onde pode ter água ou bolinha, jardim individual, sistema de coleta de suas necessidades para tratamento e um chalé termoacústico. Esse chalé é climatizado, tem ar condicionado, tem caminha, tem bauzinho para guardar os pertences, tem varanda.”

A proposta é oferecer momentos de lazer e também de recolhimento. “O pet encontra aqui um local aberto, para as atividades e lazer, além da baia separada, isolada, que é só dele, onde ele pode descansar, se alimentar e ter uns momentos de sossego individuais.”

O hotel conta com uma área externa de aproximadamente 5.000 m² totalmente telada e gramada, com sombrites, obstáculos para entreter os animais. “Os cães têm várias atividades com os monitores, comigo, com outros colaboradores parceiros do hotel. A sociabilização aqui é feita com muito cuidado, muita segurança e muito diálogo com todos os tutores.”

Pré-adaptação e transparência

Um dos pontos que dialoga com a tendência nacional de profissionalização é a exigência de pré-hospedagem antes de estadias mais longas. “A gente só aceita longa hospedagem após um período de pré-adaptação para já poder ter esse feedback e o tutor também ter o feedback de como o cãozinho vai se comportar aqui.” Segundo Caroline, o processo ocorre com autorização formal dos responsáveis. “Essa sociabilização em toda essa metragem ocorre com autorização de todos os tutores.”

O envio constante de imagens e atualizações também integra o protocolo de atendimento, reforçando a transparência e reduzindo a ansiedade dos tutores.

A experiência do tutor urbano

O perfil da clientela acompanha uma mudança clara no comportamento dos brasileiros. Dados do IPB indicam que cresce o número de cães vivendo em apartamentos, especialmente em cidades médias e grandes centros urbanos. Nesse contexto, espaços estruturados para socialização e gasto de energia tornam-se ainda mais valorizados.

A cliente Rosangela Mutti, tutora de dois Spitz – Snow e Mick -, relata que buscava uma alternativa segura para os períodos de ausência. “Nós moramos em apartamento e eles ficam muito tempo dormindo, quietinhos. Eu queria que tivesse um lugar para eles se divertirem.” Ela afirma que já havia tentado outras experiências, em hotéis exclusivos de convivência coletiva. “Nas outras experiências eu via que eles ficaram incomodados com os outros cachorros”. A decisão de testar o hotel ocorreu após a visita inicial. “Aí eu trouxe eles para conhecer, fiz a primeira hospedagem.”

O que a convenceu foi a combinação entre estrutura física e acompanhamento. “Eu gostei porque a recepção foi muito boa e principalmente porque percebi que aqui na Vila Malu vai além do cuidado.” Entre os diferenciais, ela destaca a climatização. “A refrigeração foi um diferencial muito bom, porque o meu cachorro tem muito calor e ele ama um ar condicionado.” E o monitoramento constante: “Percebi através das imagens que são enviadas constantemente aos tutores que eles ficaram super felizes. Então o feedback veio dos próprios animais”, conta.

Interior acompanha capitais

O crescimento da hotelaria pet não se limita às capitais. Cidades médias do Sul do país acompanham a tendência de elevação do padrão estrutural, impulsionadas pelo aumento da renda, pelo turismo regional e pela consolidação da cultura de humanização dos animais de estimação.

A consolidação de protocolos como pré-adaptação, sociabilização controlada, hospedagem individualizada e comunicação constante com os tutores mostra um setor mais maduro e atento às demandas contemporâneas.

No gramado amplo, entre áreas sombreadas e espaços planejados, os pequenos Spitz Snow e Mick aparecem relaxados ao lado da tutora. A cena é simples, mas resume uma transformação maior: confiança construída a partir de estrutura, rotina e acompanhamento. O crescimento da hotelaria pet no Brasil não se explica apenas pelos números bilionários do setor, mas por essa mudança de comportamento. O tutor contemporâneo não procura apenas onde deixar o animal durante uma viagem — ele busca um ambiente que respeite individualidades, ofereça segurança e reproduza, na medida do possível, o cuidado que existe em casa. Quando a estrutura responde a essa expectativa, o mercado evolui junto.

Com O Presente Pet

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