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Robô alimentador de suínos com música clássica? Novidade já chegou às principais regiões produtoras do Paraná

calendar_month 11 de setembro de 2020
4 min de leitura

Um dos principais métodos produtivos nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a robotização na produção de suínos, a chamada suinocultura 4.0, vem se consolidando como uma ótima solução para otimizar os custos de produção. A tecnologia, lançada pela Roboagro, de Caxias do Sul-RS, é inédita do país e agora chega às principais regiões produtivas do Paraná, com as unidades em Toledo e Castro.

Além da melhora na qualidade da carne produzida com o auxílio da tecnologia e os benefícios na qualidade de vida dos produtores, a robotização dos tratos gera uma economia que pode chegar a mais de R$ 26 mil por ano em granjas de médio porte, com média produtiva de mil animais por lote.

Entre os principais atrativos da tecnologia está o uso de comedouros lineares, onde os animais são divididos por baias distribuídas lateralmente e recebem a quantidade exata de ração para cada refeição ao longo do dia. Estudos publicados em 2016 já mostravam os melhores resultados que esse tipo de distribuição traz em relação aos comedouros a vontade – onde a ração é servida a vontade para o animal, a qualquer hora do dia – e também a possibilidade de reduzir o número de animais por baias, influenciando positivamente a qualidade da carne produzida, o controle dos lotes e a gestão da granja.

Somados, os dois fatores podem trazer uma economia acumulada que supera os R$ 26 mil anuais, por meio da otimização da distribuição da ração. Conforme explica Giovani Molin, diretor da Roboagro, cerca de 70% do custo de produção da carne suína está diretamente ligado a alimentação do animal.

“Nos comedouros atuais existem muito desperdícios, além de não haver nenhuma possibilidade de gestão e informação para o suinocultor. O robô oferece a oportunidade do criador ajustar a sua produção conforme as variações do mercado e dos custos dos insumos. Isso deixa a carne produzida aqui muito mais competitiva frente a outros mercados”, explica.

Atualmente, o Robô Alimentador de Suínos já conta com cerca de 500 unidades em operação nos três Estados da região Sul, responsáveis por 66% da suinocultura brasileira, além de presença institucional em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e interior de São Paulo. Conforme dados da empresa, o número de pedidos de orçamentos dobrou a partir dos meses de abril e maio.

Um dos motivos do aumento da procura é a flexibilidade, precisão e gestão que o robô traz para produtores e agroindústrias, ao permitir ajustar a sua produção à dinâmica mercado. Nesse cenário, o robô atua como solução ao controlar os gramas ou quilos de ração são distribuídos por suíno a cada trato. O sistema realiza a alimentação dos suínos nas baias em horários predeterminados e o ajuste em tempo real conforme o consumo dos animais, com o mínimo de interferência humana no processo.

 

Música Clássica

O uso de música clássica na hora da distribuição da ração para os animais é baseado em diversos estudos que comprovam a eficácia desse tipo de estratégia na fase de crescimento dos suínos. Uma dessas pesquisas foi conduzida por uma equipe da Universidade de São Paulo (USP), que demonstrou que o ‘enriquecimento sensorial do ambiente’ acarreta na diminuição do comportamento agressivo dos animais e na manutenção da taxa de engorda com um consumo menor de ração, o que tem grande impacto no custo de produção dos suínos.

 

Melhora da qualidade de vida do produtor

A robotização da suinocultura tem um impacto social altamente positivo nas propriedades onde está implantada. Ao transformar o produtor em um gestor do processo de crescimento dos animais, evitam-se lesões por esforço repetitivo e exaustão, já que a quantidade de ração oferecida aos animais pode chegar facilmente a três toneladas por dia em propriedades de médio e pequeno porte. Também, aponta Molin, a possibilidade de pensar em sua granja como negócio e mais tempo de qualidade para passar com a família ou em outras atividades da propriedade, favorecem a sucessão familiar e evitam a evasão do campo.

(Assessoria de imprensa)

 

 
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