Quem imaginaria que após um ano de boa colheita, como foi o de 2020, e com bons preços da saca de soja para o produtor, haveria uma situação tão preocupante como a atual. A falta de chuva tem preocupado não só os produtores rurais, mas as administrações municipais, o comércio, a indústria, afinal, a região tem sua base econômica do agronegócio.
Na última quinta-feira (30), técnicos da Lar Cooperativa Agroindustrial se reuniram para avaliar a projeção de perdas em Missal. Há produtores que já estão colhendo, outros ainda se preparam para a colheita. Há aqueles que optaram pelo plantio tardio e devem aguardar mais alguns dias, porém, as previsões pluviométricas não são otimistas. Ao menos é o que apontam os institutos meteorológicos.
Segundo informações dos técnicos da Lar, a estimativa de perda da safra com a seca em Missal é de 80%. Os volumes de chuva não foram o suficiente para amenizar a situação, nem mesmo nos locais onde ocorreram pancadas com um volume um pouco maior.
A previsão inicial para a colheita era de 60 sacas por hectare. No entanto, a média estimada deve ficar em torno de 12 sacas por hectare, segundo avaliação dos técnicos. “Esta é a situação do momento. As perdas vão se agravando com os dias sem chuvas”, lamenta um dos técnicos que auxiliou na avaliação.
Com assessoria