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Municípios Projeto em tramitação

Sete anos depois, Hospital de Quatro Pontes pode ser reaberto

(Foto: Vanderleia Kochepka)

Há quase sete anos, o único hospital e maternidade de Quatro Pontes fechava suas portas diante das dificuldades em contratar mais profissionais e sanar irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária. Desde então, os pacientes que necessitavam de atendimento médico-hospitalar precisavam se deslocar para outras instituições de referência, como em Assis Chateaubriand, e atualmente para Entre Rios do Oeste, onde a prefeitura quatro-pontense mantém convênio.

Buscar uma solução para resolver este problema foi uma promessa de campanha em 2016 dos então candidatos e hoje prefeito e vice-prefeito, João Laufer e Tiago Hansel, respectivamente. Várias tratativas foram realizadas de lá para cá e um dos caminhos encontrados durante a gestão envolveu a construção de um hospital próprio. Agora, no entanto, os rumos mudaram.

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Em torno de duas semanas atrás, a prefeitura enviou um projeto de lei para a Câmara de Vereadores em que apresenta a proposta de compra do antigo hospital. “Tivemos uma negociação com o médico proprietário do hospital, que aceitou vender o imóvel. Três imobiliárias fizeram os levantamentos de valores, uma comissão interna da prefeitura avaliou se estava tudo correto e deu o parecer favorável, assim como a procuradoria jurídica e, então, encaminhamos o projeto para a Câmara com a proposta de menor valor”, detalha o vice-prefeito e secretário de Administração e Planejamento.

Ao enviar a matéria ao Legislativo, o Poder Executivo solicitou que a tramitação ocorra em regime de urgência. O projeto já foi baixado para análise de comissões permanentes e, no último dia 14, vereadores, acompanhados de Hansel, fizeram uma visita in loco para conhecer a estrutura do hospital. “Esperamos que eles sejam favoráveis à compra. Aprovando o projeto será feita a aquisição, em seguida faremos a licitação para reforma e, por último, abriremos um processo para empresas que tenham interesse em gerir a instituição hospitalar. Ou seja, pretendemos comprar e reformar o hospital para terceirizar o serviço”, explica.

De acordo com ele, a opção pela terceirização surgiu como forma de diminuir os gastos para o Poder Público. “Quatro Pontes é um município pequeno e, em cada turno, um hospital deste porte exige que haja em torno de oito funcionários, como médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, farmacêutico, administrativo, zeladora, motorista, dentre outros. Considerando os turnos, seriam em torno de 25 pessoas. A folha de pagamento da prefeitura ficaria sobrecarregada. Hoje pagamos para ter o serviço do Hospital de Entre Rios do Oeste e, posteriormente, podemos fazer o repasse para o hospital local”, comenta.

 

VIÁVEL

O vice-prefeito defende que a reabertura do hospital é viável para Quatro Pontes. Ele lembra que antes os pacientes eram encaminhados para o hospital de Assis Chateaubriand e frisa que atualmente para Entre Rios. “Além do transtorno para o paciente, o município ainda precisa dispor de ambulância e motorista para fazer o trajeto. Há os gastos com combustível e existe o perigo de estar sempre na estrada. Tudo isso pesa e este valor pode ficar em Quatro Pontes. E o melhor de tudo é que as pessoas podem estar em casa”, declara.

A proposta de compra do hospital é de R$ 1 milhão e, com a reforma, o custo total pode alcançar R$ 2 milhões. Mesmo assim, comenta o secretário, existe a viabilidade. “Se fôssemos construir um novo hospital gastaríamos mais de R$ 4 milhões. Então se torna vantajoso porque o gasto fica praticamente pela metade. Agora está com a Câmara decidir se aprova ou não o projeto, mas acredito que será aprovado, pois é algo importante e bom para o município”, destaca. “Penso que até no máximo esta semana o projeto seja aprovado no Legislativo. Se isso ocorrer já podemos adquirir o hospital para que possamos encaminhar a reforma, até porque recurso para esta finalidade o município tem”, acrescenta Hansel, segundo o qual, a previsão é que a reforma leve em torno de seis meses.

 

Secretário de Administração e Planejamento de Quatro Pontes, vice-prefeito Tiago Hansel: “Se fôssemos construir um novo hospital gastaríamos mais de R$ 4 milhões. Então se torna vantajoso porque o gasto fica praticamente pela metade” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

 

DEIXADO DE LADO

O vice-prefeito informa que com a negociação para compra do antigo hospital o projeto para construir uma unidade hospitalar própria em Quatro Pontes fica abortado. “Até porque a compra se torna mais viável financeiramente. A construção faria com que o custo fosse mais alto. Já temos um hospital e a localização dele é boa, enquanto no outro projeto fi caria em um bairro e talvez a localização não seria tão interessante. Precisaríamos construir do zero, sendo que já há uma estrutura pronta e que só precisa ser reformada. A reforma se torna mais viável do que a construção”, enaltece.

 

ESTRUTURA

A estrutura do antigo hospital dispõe de duas salas de cirurgia e dez leitos, sendo que em quase todos existe a capacidade para colocar de duas a três camas. A unidade será voltada à baixa e média complexidade, com atendimento 24 horas por dia. “É um pronto atendimento. O objetivo é permitir que as pessoas tenham acesso mais rápido e fácil aos serviços de saúde em comparação ao que é hoje. Este é o principal motivo de querermos investir na compra deste hospital, pois os cidadãos poderão ser atendidos no próprio município”, conclui o vice-prefeito.

 

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