Toledo encerrou o primeiro bimestre de 2026 na liderança estadual na geração de empregos, conforme dados divulgados na tarde de terça-feira (31) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência. Entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes, o município apresentou a melhor média per capita do período, com 7.921,54 empregos para cada 1 milhão de moradores. O desempenho coloca Toledo à frente de Curitiba (7.608,17), Arapongas (6.624,59), Colombo (6.591,58) e Maringá (4.664,15), reforçando a posição de destaque do município no cenário estadual.
O diretor de Políticas de Emprego e Relações do Trabalho, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Deseco), Vanderlei Timóteo, avalia que o resultado reflete uma atuação contínua junto ao setor produtivo. “O saldo positivo que temos agora em fevereiro demonstra a constância do nosso trabalho, principalmente voltado a promover a empregabilidade, mas buscamos sim estar próximos do empresariado toledano”, observa.
Em números absolutos, Toledo aparece na 6ª colocação, com 7.184 admissões e 5.911 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 1.273 vagas formais. Apenas Curitiba (13.929), Londrina (2.108), Maringá (2.004), Colombo (1.593) e São José dos Pinhais (1.442) registraram saldos superiores.
O principal motor desse resultado foi o setor de serviços, que liderou a geração de empregos com saldo de 668 vagas, resultado de 2.930 admissões e 2.262 desligamentos. Na sequência aparecem a indústria, com saldo de 334 postos (1.940 admissões e 1.606 desligamentos), a construção civil, com 292 vagas (783 admissões e 491 desligamentos), e a agropecuária, com saldo positivo de 34 empregos (194 admissões e 160 desligamentos). O comércio foi o único setor a apresentar resultado negativo, com déficit de 55 postos de trabalho, a partir de 1.337 admissões e 1.392 desligamentos.
Ritmo constante
Considerando apenas o mês de fevereiro, Toledo manteve bom desempenho entre os principais municípios do estado. A cidade ocupou a 2ª colocação na média per capita entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, com 3.839,43 vagas por milhão de moradores, e ficou em 5º lugar no saldo absoluto, com 617 empregos gerados – resultado de 3.628 admissões e 3.011 desligamentos.
Outra vez o setor de serviços foi o principal responsável pelo saldo positivo, com 314 novas vagas (1.487 admissões e 1.173 desligamentos). Também apresentaram desempenho positivo a indústria, com saldo de 256 empregos (1.035 admissões e 779 desligamentos), e a construção civil, com 78 vagas (338 admissões e 260 desligamentos).
Para o diretor, que também é gerente da Agência do Trabalhador de Toledo, esse comportamento está diretamente ligado ao investimento em qualificação profissional e à articulação local. “Estamos ofertando cursos que melhoram o processo produtivo e trazem mais rentabilidade; a partir do momento que o trabalhador está mais bem preparado e bem apresentado ao mercado, conseguimos fortalecer o vínculo com o empresariado e manter a empregabilidade em alta”, projeta Timóteo.
Variação e estoque
Os dados do Caged também indicam crescimento no número de trabalhadores com carteira assinada em Toledo. O total de vínculos ativos com Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) passou de 64.138, ao fim de 2025, para 65.411 no encerramento do primeiro bimestre de 2026, um aumento de 1,98%. O índice é o terceiro maior entre os municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes, atrás de Colombo (3,30%) e Arapongas (2,09%), e à frente de Piraquara (1,80%) e Curitiba (1,69%).
Na relação entre empregos formais e população total, Toledo apresenta a segunda melhor taxa proporcional entre as cidades analisadas, com 40,70%. O município fica atrás apenas de Curitiba (45,65%) e supera Maringá (39,75%), Pinhais (39,66%) e São José dos Pinhais (36,43%), evidenciando a relevância do mercado formal de trabalho local no contexto estadual.
Com assessoria
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