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Trote em Palotina: suspeitos afirmaram à polícia que acharam que produto não causaria danos à pele

calendar_month 4 de abril de 2022
3 min de leitura

Os suspeitos presos após trote em calouros da UFPR em Palotina afirmaram à Polícia Civil que acharam que o produto não causaria danos à pele deles.

De acordo com o delegado da Polícia Civil de Palotina, Pedro Lucena, os produtos apreendidos com os acusados foram encaminhados para perícia, que vai apontar se houve algum tipo de mistura ou se era creolina pura.

Lucena diz que o inquérito policial está praticamente resolvido.

Os quatro suspeitos presos, dois jovens de 21 anos e duas moças de 21 e 23 anos, foram liberados após pagamento de fiança de R$ 10 mil – uma delas conseguiu habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça por alegar não ter condições de pagar a fiança – e agora fazem uso de tornozeleira eletrônica. Eles devem responder por lesão corporal grave e constrangimento.

 

Exames no IML

Na sexta-feira, alunos feridos passaram por exames de lesão corporal no Instituto Médico-Legal de Toledo. A Polícia Científica não informou quantos estudantes foram atendidos.

Eles foram levados até o IML por um ônibus da UFPR e são acompanhados por um psicólogo e uma assistente social.

 

O que diz a UFPR

Em vídeo divulgado na sexta, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo da Fonseca, informou que a universidade tem prestado todo apoio aos alunos e alunas vítimas do trote e reforçou que a instituição não tolera este tipo de procedimento.

“A prioridade da universidade neste momento está sendo fazer um acompanhamento de perto destes estudantes que foram vítimas dessa violência no trote em Palotina. Professores de Medicina de Toledo, da parte de dermatologia, farão acompanhamento individualizado desses estudantes. Ao mesmo tempo, o atendimento psicossocial, já esta dando todo apoio. […] reiteramos que a universidade não tolera qualquer tipo de violência.”

 

O trote

O trote com os calouros aconteceu na noite de quarta-feira em um terreno baldio há menos de 100 metros da entrada do campus de Palotina da UFPR.

Conforme a Polícia Civil, as vítimas relataram que, inicialmente, tiveram que pedir dinheiro pelas ruas da cidade. Depois, o grupo foi levado ao terreno e foi obrigado a se ajoelhar. Imagens mostram os calouros também ajoelhados passando uma cebola de boca em boca.

Lá, o produto que provocou as queimaduras teria sido derramado sobre os estudantes. O episódio foi relatado à polícia ainda na mesma noite.

Segundo o Hospital Municipal de Palotina, para onde foram levados os alunos feridos, eles tiveram queimaduras de 1° e 2° grau. Uma aluna, segundo a instituição, chegou a inalar o produto e desmaiar.

Dos 21 estudantes que foram encaminhados ao hospital, 20 foram liberados ainda na noite de quarta. A jovem que inalou o produto, segundo o hospital, ficou em observação e teve alta na quinta.

 

 

Com Catve e G1
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