Encerra na sexta-feira (31) a última campanha de vacinação contra a febre aftosa no Paraná. Os produtores de bovinos e búfalos de até 24 meses tem até esta data para realizar a comprovação da vacina. Na região de abrangência da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) de Marechal Cândido Rondon a comprovação está com bons resultados.
Até segunda-feira (27) 62% dos produtores dos municípios de Marechal Rondon, Mercedes, Quatro Pontes, Entre Rios do Oeste e Pato Bragado haviam comprovado a vacinação. De acordo com o fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar de Marechal Rondon, Loreno Egídio Taffarel, a estimativa é vacinar aproximadamente 35 mil bovinos até o fim da campanha.
A média de vacinação da área de abrangência da Adapar de Marechal Rondon é considerada boa. Segundo dados levantados pela Agência, até ontem 71% dos pecuaristas de Pato Bragado, 63% de Marechal Rondon, 62% de Entre Rios do Oeste, 58% de Mercedes e 55% de Quatro Pontes já haviam comprovado a imunização.
Taffarel alerta que é imprescindível que todos os pecuaristas realizem a vacinação e comprovação. “Depois de sexta-feira os produtores que não comprovarem a vacinação serão multados. A taxa para aqueles que não vacinarem é de R$ 20,65 por animal”, informa. Além do mais, o fiscal lembra que é importante que os produtores que não têm animais na idade para receber a vacina se dirijam até a Adapar para atualizar o cadastro. “É preciso que estes pecuaristas atualizem o cadastro de rebanho. Se não, há o risco de eles serem multados por não vacinar. Dessa forma, a Adapar cobra a taxa compulsória, que é para aqueles que deixaram de comprovar e vacinar mais de uma vez, aí o valor sobe para R$ 1.032”, avisa.
O fiscal lembra que a comprovação pode ser feita pelo produtor na Adapar ou pela internet acessando a página da agência (www.adapar.pr.gov.br).
A necessidade dessa comprovação e vacinação até a sexta-feira, informa Taffarel, é pelo fato de que os dados até esta data serão encaminhados à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “Por isso a importância da confirmação, já que são estes os dados que serão encaminhados à OIE”, comenta.
LIVRE SEM VACINAÇÃO
Após a campanha de vacinação de maio de 2019, que atinge bovinos e búfalos de até 24 meses, o Paraná deixa de vacinar contra febre aftosa. Em setembro, o Ministério da Agricultura publica um ato normativo que mudará o status do Estado para Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconhecerá a condição do Paraná em 2021.
Segundo estudos de técnicos da Adapar e do Departamento de Economia Rural do Estado (Deral), o novo status pode dobrar as exportações de carne suína do Paraná, chegando a 200 mil toneladas ao ano. Isso porque, de acordo com o documento, a decisão de pôr fim à vacinação ajudará a abrir novos mercados internacionais que pagam melhor pelo produto com qualidade sanitária reconhecida.
Para o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, o Paraná está preparado para o diagnóstico rápido da doença, que não se manifesta desde 2005. “Estamos realizando treinamentos, analisando o trânsito de animais e garantindo fortalecimento de barreiras nas divisas do Estado. São 33 postos de fiscalização”, disse.
Cargas em trânsito de animais vacinados poderão transitar pelo Paraná desde que passem por pontos de ingresso estabelecidos pela Adapar.
O Presente