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Unioeste busca simplificação da burocracia e padronização entre os campi

calendar_month 29 de março de 2021
9 min de leitura

Em um momento em que tudo o que é possível acontece de maneira on-line, a Universidade Estadual do Oeste Paraná (Unioeste) uniu forças em uma melhoria no sistema lógico da instituição no valor de R$ 3,1 milhões e concretizou-a no final do ano passado, um fechamento de ouro ao primeiro ano da gestão do reitor Alexandre Webber e vice-reitor Gilmar Ribeiro de Mello.

“Tivemos avanços e investimentos em todos os campi da Unioeste. Por meio de uma parceria entre os cinco campi e a Reitoria junto à (Secretaria de Estado) Fazenda, Casa Civil e Seed (Secretaria de Estado da Educação), algo fundamental se concretizou no fim de 2020 com o investimento de R$ 3,1 milhões na rede lógica da universidade. Mesmo antes da pandemia, por cada um possuir um smartphone, a rede lógica não suportava tudo isso. Depois da pandemia, se tornou ainda mais necessário. O investimento foi feito no coração, na nossa rede dentro da Reitoria. Esse é o primeiro passo da ampliação em todos os campi da universidade e no hospital. Trata-se de uma melhoria no sinal e na qualidade; continuaremos buscando por avanço”, expõe Webber ao O Presente.

Reitor da Unioeste, Alexandre Webber: “Acredito que teremos orçamento suplementar nesse ano e chegaremos ao fim do ano com as despesas em dia. A gente sonha em avançar, mas no momento de pandemia não dá nem para cobrar tanto” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

 

ANO DIFÍCIL

De acordo com o reitor, assim como nos demais setores da sociedade, o ano que passou foi repleto de dificuldades. “Ainda assim, a universidade não parou. Além de fluir com a pós-graduação e a graduação fazendo uma transição para o sistema remoto, a universidade esteve empenhada no combate à Covid-19 por meio dos projetos de extensão junto às sete universidades estaduais, tendo o Hospital Universitário como um dos pilares”, menciona.

A partir das ações executadas pela instituição na luta contra o coronavírus, o que se pôde observar, no ponto de vista do reitor, foi a união pela defesa da universidade pública. “Nesse tempo de pandemia ficou muito claro o papel de transformação e importância que eu insisto que as universidades têm na sociedade”, enaltece.

O vice-reitor, por sua vez, destaca que o desafio tem sido conciliar as ações e as necessidades do tempo de pandemia. “Quando entramos tínhamos claro o nosso papel e o que precisávamos fazer no ponto de vista de gestão e organização e de informatização, que entendemos que estamos atrasados. Com a pandemia, o modus operandi e a forma de realização mudaram. Foi e está sendo uma dificuldade a mais, porque precisamos desenvolver e administrar e, ao mesmo tempo, nos preocupamos com nossos servidores de modo geral”, pondera.

De acordo com Mello, muitas decisões na parte acadêmica de ensino, pesquisa e extensão também foram dificultadas pela pandemia. “Uma decisão fora de um período pandêmico seria mais fácil e com mais envolvimento; agora, todas as questões tomam muito tempo da gestão. Esse foi um dificultador muito grande, mas não deixamos de fazer, mesmo que em um ritmo menor”, salienta.

 

“NÃO SOBRA RECURSOS”

Uma das dificuldades mais lembradas das universidades é a financeira. Para a Unioeste, na avaliação do reitor, a questão é “sempre uma dificuldade”. “Não sobra recursos. O custeio do ano passado foi menor do que em 2019 em virtude da pandemia, mas conseguimos chegar ao fim do ano com as despesas da universidade pagas. Nesse ano temos um custeio que é a metade do ano passado, mas ele foi liberado proporcionalmente antes”, indica Webber.

Segundo ele, para o primeiro trimestre a instituição recebeu aproximadamente o mesmo recurso de 2020, mesmo tendo impactos grandes. “Na correção dos estagiários, por exemplo, que é uma das contas grandes da universidade e estava há anos sem correção, tivemos um reajuste de praticamente 25%”, exemplifica, emendando: “O professor Aldo (superintendente da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Seti) tem feito um papel muito importante junto às sete universidades e tem feito uma ponte com a Secretaria da Fazenda para despesas pontuais”.

De acordo com o reitor, até que se volte a uma normalidade a universidade conta com um trabalho de suplementação. “Acredito que teremos orçamento suplementar nesse ano e chegaremos ao fim do ano com as despesas em dia. A gente sonha em avançar, mas no momento de pandemia não dá nem para cobrar tanto. Vemos um esforço do governo com as despesas, redução de receitas e, por outro lado, há as despesas correntes que não reduzem”, reconhece.

Diante das dificuldades, Webber reforça que a universidade tem feito a sua parte. “Só de concursos para prefeituras no ano passado, mesmo com pandemia, finalizamos mais de quatro. Temos organizado a universidade e teremos na semana que vem uma discussão com os diretores para acertar uma resolução de prestação de serviço. Com isso, daremos tranquilidade àqueles que fazem e àqueles que contratam”, projeta, acrescentando que a universidade é uma só e o entendimento interno é necessário para avançar em segurança.

O reitor ressalta que duas leis importantes para as universidades estão para serem aprovadas na Assembleia Legislativa. “A lei que regulamenta as fundações de apoio e a lei da inovação. São leis importantes que vêm agregar”, considera.

 

MENOS BUROCRACIA

Na avaliação de Webber, o ano dificultoso ainda rendeu bons frutos. No destaque dele, o vice-reitor tem exercido um papel fundamental, junto à Pró-Reitoria de Administração, no planejamento e organização das finanças da universidade. “Temos esperança de conseguir nesse ano um sistema do Tribunal Federal, o SEI (Sistema Eletrônico de Informações). Ele já é utilizado nas universidades federais para uma redução de papel e burocracia na universidade”, menciona, citando que o trabalho está acontecendo mais lento do que o esperado, mas ainda assim avança.

A princípio, Mello conta que a organização financeira e contábil vem acontecendo em âmbito de Reitoria. “Fizemos um trabalho muito bom nesse sentido, porque essa é a base de todo o processo de desenvolvimento da universidade. Sem os recursos e sem essa organização interna não é possível planejar e aplicar bem o recurso”, ressalta.

Vice-reitor da Unioeste, Gilmar Ribeiro de Mello: “Cabe à gestão dar um suporte para o trio funcionar. Se as questões administrativas não estiverem em pleno funcionamento dificulta a nossa missão como universidade” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

 

UNIÃO DOS CAMPI

A Unioeste, por se tratar de uma universidade multicampi, tem como desafio a padronização dos processos, constata o vice-reitor. “É preciso padronizar os procedimentos contábeis, financeiros e de gestão. Vamos expandir essa ação a partir da organização que fizemos na Reitoria”, explica.

A cobrança por uma unidade entre os campi, segundo ele, vem de órgãos controladores e fiscalizadores. “A universidade é uma só, mas é dividida em campus. Não pode ter procedimentos diferentes, é preciso estabelecer um procedimento único. Junto com a auditoria e controladoria estamos trabalhando essa questão”, indica.

 

GESTÃO E FOCO DA UNIVERSIDADE

Mello destaca que, apesar de ficar escondida, a gestão permeia o foco da universidade: ensino, pesquisa e extensão. “Cabe à gestão dar um suporte para o trio funcionar. Se as questões administrativas não estiverem em pleno funcionamento dificulta a nossa missão como universidade”, considera.

Em harmonia a isso, outra base de sustentação do tripé da universidade está sendo trabalhada, conforme o vice-reitor. “Estamos trabalhando com a regulamentação das nossas resoluções internas. Esse conjunto é necessário, do ponto de vista de gestão, para que o nosso tripé funcione plenamente”, amplia.

 

40 ANOS DO CAMPUS RONDONENSE

Falando de Marechal Cândido Rondon, Webber destaca o trabalho do diretor Davi Félix Schreiner no campus rondonense, que está em festividade pelos seus 40 anos de existência. “(Ele) tem feito um trabalho importante junto ao deputado Hussein Bakri, conseguiu resultados importantes para o campus”, enaltece.

“O campus de Marechal Rondon, assim como os demais campi, vive um momento que sempre cobrávamos e buscávamos na gestão universitária. Entendíamos que a Reitoria teria que trabalhar com uma relação dialógica com os cinco campi e com o Hospital Universitário e temos sentido mudança nesse um ano da nova gestão”, avalia o diretor rondonense.

Segundo Schreiner, trata-se de uma mudança de concepção e de procedimentos, visando uma boa gestão pública. “Nos dá uma segurança para andarmos com os processos. No ano passado e nesse ano, mesmo diante das adversidades, andamos com a continuidade dos trabalhos e com investimentos. As atividades administrativas não pararam, a pós-graduação não parou, os cursos de graduação e, sobretudo, os laboratórios não pararam, tudo com muito cuidado em relação à vida”, ressalta.

Festejando o aniversário do campus, o diretor destaca que a trajetória é coletiva, desde as lutas pela implementação da Facimar, em 1978, e início dos primeiros cursos, em 1980. “O campus de Marechal Rondon não nasceu descolado. Ele nasceu articulado com um movimento que se fez nos municípios da região Oeste do Paraná: Marechal Rondon, Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo e, depois, Francisco Beltrão. Em seu nascedouro já se tinha o Ensino Superior como estratégia no desenvolvimento econômico e social da região. Hoje a universidade permanece atenta às questões regionais”, enaltece.

O diretor agradece aos gestores, docentes, funcionários e alunos pela universidade que se constituiu no município rondonense. “Temos cursos de graduação, pós-graduação e laboratórios de ponta; um ensino, uma pesquisa e extensão de excelência, reconhecida nacional e internacionalmente. Não tenho dúvidas de que nesse processo de diálogo estivemos caminhando para a modernização da universidade, colocando-a em outro patamar em termos de inserção na comunidade”, exalta.

Diretor do campus de Marechal Cândido Rondon da Unioeste, Davi Félix Schreiner, sobre o aniversário de 40 anos da instituição em âmbito municipal: “Em seu nascedouro já se tinha o Ensino Superior como estratégia no desenvolvimento econômico e social da região. Hoje a universidade permanece atenta às questões regionais” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

 

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