As aulas na rede estadual de ensino retornam no início de fevereiro e, com isso, cresce a procura por uniformes escolares. No entanto, uma denúncia que chegou à redação chama atenção para a venda irregular de uniformes de colégios cívico-militares do Paraná em redes sociais.
O anúncio, publicado em um canal de vendas, oferece um conjunto completo por R$ 120. O kit inclui duas camisetas, duas calças, um shorts e um casaco, todos no tamanho M. Diante da situação, a equipe de reportagem procurou o Núcleo Regional de Educação para esclarecer se a prática é permitida.
De acordo com o chefe do Núcleo Regional de Educação, Rosimar Baú, a comercialização não é considerada adequada. Ele explica que os uniformes são doados aos alunos para uso escolar e que, embora se desgastem com o tempo, devem seguir princípios éticos e morais.
“O uniforme é doado aos alunos para o uso e é pago pela sociedade, por meio do governo. Se a família ou o aluno quiser se desfazer desse uniforme, o mais adequado é repassar gratuitamente a outro estudante, e não comercializar, pois isso foge dos princípios morais da convivência”, destacou Baú.
Atualmente, o Paraná conta com 345 colégios cívico-militares, todos integrantes da rede estadual de ensino. Em Cascavel, o Colégio Estadual Julia Wanderley já faz parte da modalidade e, a partir de 2026, o Colégio Estadual Andreia Neres dos Santos,, no bairro Riviera, também será incorporado.
Segundo o Núcleo Regional de Educação, os uniformes dos colégios mais novos podem levar mais tempo para serem entregues, devido aos trâmites de confecção e licitação.
“Existem dois tipos de uniforme: a farda e a vestimenta em tactel ou material semelhante. Alguns colégios já possuem ambos, enquanto outros ainda estão recebendo. Os colégios mais antigos já têm os uniformes completos, e os novos recebem conforme a produção e entrega avançam”, finalizou Baú.
As aulas da Rede Estadual de Ensino estão previstas para começar no dia 5 de fevereiro.
Com Catve.com
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