A Câmara Municipal de Cascavel vai investigar uma denúncia contra o vereador Damasceno Junior (PSDC) por suspeita de exigir parte do salário de uma assessora parlamentar, adiantou nesta sexta-feira (23), o presidente Gugu Bueno.
A denúncia foi protocolada na quinta-feira (22) pela agora ex-assessora do vereador, que preferiu não ser identificada. O caso também vem sendo investigado pelo Ministério Público Estadual (MP-PR). Damasceno nega as acusações.
O prazo é de três dias para que, com base no parecer da procuradoria jurídica da Câmara, seja definido se o caso será encaminhado para a comissão de ética ou se será aberta uma comissão processante, conforme o teor da denúncia.
A ex-assessora disse que ainda vai anexar aos documentos áudios que, segundo ela, comprovam que, durante um ano, foi obrigada a repassar parte do salário para o vereador.
Ainda de acordo com ela, assim que recebia o salário pagava parcelas do financiamento de um carro do vereador, no valor de R$ 1.246.
Ela afirmou também que nos últimos meses entregou o dinheiro diretamente a Damasceno Junior.
A assessora foi exonerada do cargo no dia 9 de novembro, depois de, segundo ela, se recusar a continuar a fazer os repasses.
Outro lado
Nesta sexta-feira (23), o vereador negou que tenha exigido parte do salário da assessora e que se for culpado deve ser punido.
“Não tenho esta prática de pedir dinheiro para assessor de volta. Mas, se eu peguei o dinheiro de volta, devo mesmo perder o mandato. Isso é crime”, apontou.
Segundo Damasceno, a assessora pagou algumas parcelas do carro com dinheiro dele porque ele não estava na cidade e que, apesar de não ser função de assessor, pedidos de favores como estes são comuns. Os pagamentos, garantiu, eram feitos no horário do almoço.
“Os recibos são de parcelas de um carro meu e são de um dinheiro que ela me deve, R$ 5 mil”, comentou.
Disse também que ela foi exonerada por não estar cumprindo o horário, muitas vezes chegando atrasada e saindo antes do fim do expediente, e por não fazer o trabalho a que era designada.
O vereador adiantou que deve denunciá-la criminalmente por calúnia.
Com RPC