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Vereador de Toledo que renunciou ao cargo é condenado por crime sexual

calendar_month 30 de novembro de 2021
3 min de leitura

Após a desfiliação do partido, o vereador Gilson Francisco, de Toledo, foi condenado por praticar ato libidinoso e deve cumprir uma pena em regime semiaberto. Segundo informações, a condenação que afastou o vereador do cargo no Legislativo foi informada à Câmara de Vereadores pela 1ᵃ Vara Criminal de Toledo.

No documento, a justiça explica que o vereador foi definitivamente condenado nas sanções do artigo 218-A, do Código Penal, que se trata de praticar conjunção carnal ou ato libidinoso na presença de alguém menor de 14 anos. A pena é de quatro anos e oito meses de reclusão em regime semiaberto.

O crime foi denunciado em 2015 e envolveu duas meninas, na época com oito e nove anos. A mãe teria registrado o boletim de ocorrência que iniciou a investigação do caso. Em 2018, a justiça condenou Francisco em primeira instância, mas ele recorreu.

A condenação aconteceu também em segunda instância e a Câmara de Vereadores de Toledo teria sido comunicada oficialmente sobre a decisão do Judiciário na semana passada, porém a decisão da justiça havia saído no dia 24 de setembro. Após o comunicado, o Legislativo oficializou a extinção do cargo do vereador na segunda-feira (29).

O presidente de Câmara Municipal de Toledo, Leoclides Bisognin, falou nesta terça-feira (30) que só ficou sabendo da situação através da notificação, visto que a investigação ocorria em segredo de justiça. “Se ouvia falar que em 2015 teria havido alguma coisa e na eleição na época, 2016 e 2020, existia até concorrentes no (Jardim) Panorama que divulgavam que o vereador teria alguns problemas anteriores, mas nunca fomos atrás para saber,” disse.

Ele ainda explicou que quando o Ministério Público do Paraná (MPPR) começou a investigar a vida pregressa do vereador notaram que tinha alguma coisa em aberto.

Conforme o presidente Bisognin, o vereador foi afastado em função do processo de 2015, que foi julgado em setembro desde ano e não por conta da “rachadinha”. A investigação da 4ᵃ Promotoria de Justiça, que atua na defesa do patrimônio público continua.

Francisco foi denunciado pelo assessor parlamentar que afirma ter sido obrigado a pegar empréstimo de R$ 44 mil e repassar R$ 32 mil para o vereador como garantia de manutenção do servidor comissionado no cargo. Na segunda-feira, o acusado renunciou ao cargo de vereador e desfiliou-se do partido Cidadania por meio de um documento oficial entregue à comissão de ética e decoro parlamentar da Câmara de Vereadores de Toledo.

 

Com Catve

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