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Vereadora de Entre Rios é suspeita de criar empresa fantasma com nome da empregada, informa Gaeco

calendar_month 8 de dezembro de 2020
3 min de leitura

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (08), no município de Entre Rios do Oeste, para investigar a vereadora Alessandra Caetano Lupges (PL), de 43 anos.

Segundo o Gaeco, a suspeita é de que a vereadora e o marido tenham criado uma empresa fantasma, no nome da empregada da família, para participar ilegalmente de licitações da prefeitura.

Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), caso a vereadora seja condenada, ela poderá responder por associação criminosa, fraude à licitação, falsidade ideológica e improbidade administrativa. Além disso, pode perder os direitos políticos.

Procurada por O Presente, a vereadora Alessandra limitou-se a dizer que seu advogado vai estar à frente do caso e conforme orientação, pode se manifestar sobre o assunto.

Os mandados foram cumpridos no gabinete da vereadora na Câmara Municipal, na casa de Alessandra e de familiares dela, além da empresa da família. Foram apreendidos documentos, computadores e celulares.

“Agora nós vamos analisar os elementos que foram apreendidos, extrair as provas deles, ouvir os investigados para, provavelmente, encerrar as investigações”, disse o promotor de Justiça de Marechal Cândido Rondon, João Eduardo Mirais.

 

EMPRESA FANTASMA

A investigação aponta que a empresa fantasma tentou participar de três licitações da Prefeitura de Entre Rios do Oeste.

Os investigados são suspeitos de participar de editais de artigos esportivos, que são materiais vendidos pela empresa verdadeira da família de Alessandra.

Entretanto, o empreendimento familiar verdadeiro não podia participar das licitações porque ela é vereadora, o que iria contra a legislação eleitoral. Por isso, segundo o Gaeco, ela e o marido são suspeitos de criar a falsa empresa.

“A funcionária envolvida no esquema confirmou os fatos. Além disso, indicou uma testemunha que também confirmou os fatos, que verificou um pagamento que a vereadora teria feito para ela sobre a empresa fantasma. Estamos analisando alguns documentos sobre a pessoa jurídica que foram apreendidos em posse dos investigados”, disse o promotor de Justiça.

Segundo o Ministério Público, a empresa fantasma chegou a receber R$ 500 mil em contratos anteriores, mas o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) pediu que a prefeitura reincidisse o contrato por causa dessas irregularidades.

As três licitações investigadas não chegaram até o fim porque, segundo o MP-PR, a Prefeitura de Entre Rios do Oeste suspeitou de alguma ilegalidade e acionou o Gaeco.

A vereadora foi candidata à prefeitura de Entre Rios do Oeste, mas ficou em 3º lugar na disputa eleitoral.

 

“A funcionária envolvida no esquema confirmou os fatos. Além disso, indicou uma testemunha que também confirmou os fatos, que verificou um pagamento que a vereadora teria feito para ela sobre a empresa fantasma. Estamos analisando alguns documentos sobre a pessoa jurídica que foram apreendidos em posse dos investigados”, disse o promotor de Justiça, João Eduardo Mirais (Foto: Arquivo/OP)

 

Com RPC TV

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