Marechal

Cresce procura por consórcio de imóvel em Marechal Rondon

Parcelas atraentes e taxa média de 0,90% ao ano tornam mais interessante investir nesta modalidade de crédito do que em um financiamento
(Foto: Joni Lang/OP)

Cada vez mais rondonenses se rendem ao consórcio, mercado que segue em franca expansão no município, região e especialmente no Sul do país devido às vantagens em termos dos valores mensalmente pagos aos administradores e às reduzidas taxas de juros quando comparadas com a modalidade de financiamento. Ao passo que o financiamento tem média de 7,5% de juro ao ano, o consórcio de imóvel aplica taxa aproximada de 0,9% ao ano.

Se engana quem pensa que a linha mais tradicional, a de veículos, segue dominando a lista que também inclui serviços (viagens, cirurgias, entre outros). Embora tenha a maior quantidade de cartas, o consórcio de veículos (automóveis e motocicletas) ocupa a segunda posição em inúmeras administradoras, uma vez que os valores da carta de imóvel são mais expressivos do que de veículos. Mercado emergente, o segmento consórcio também está sendo explorado por instituições bancárias e de crédito.

Por outro lado, além do planejamento, há alguns cuidados a serem tomados quando a pessoa optar por esta modalidade de crédito. Um deles é pesquisar a idoneidade da empresa e os custos, já que há planos com 60 parcelas, 120 até 180 meses ou mais. Basta o lance certo no grupo para ser contemplado.

 

Lance Embutido

O empresário rondonense Leandro Zimmermann está entre os cidadãos que aderiram ao consórcio de imóvel. Ele optou por uma carta de R$ 250 mil intencionado em apresentar um lance já definido, que de maneira embutida se aproximou de 40% do total da carta de crédito. “Levei três meses, ofertei alguns lances até ser contemplado no mês de junho”, conta.

O jovem, que é casado e pai de um filho, comenta que o plano é construir uma boa residência à sua família. “Eu e minha esposa já tínhamos o terreno, então o trâmite foi rápido após sermos contemplados. Não houve imprevisto, sendo que o projeto arquitetônico e a busca de um profissional para realizar o serviço levaram um pouco mais de tempo”, menciona.

Segundo ele, a construção foi iniciada há três meses e a expectativa é de que a família passe a residir no imóvel em meados de julho ou agosto.

“Se a gente analisar, a taxa empregada no consórcio é menor do que no financiamento. No nosso caso foi optado por um prazo menor, então a parcela ficou um pouco maior, sendo a preferência pela rapidez de quitação. Nós temos cerca de 60 parcelas para pagar de um imóvel que geralmente as pessoas optam por 120 a 200 meses. Eu indico o consórcio, seja de imóvel ou outra espécie para outras pessoas, mas quem se interessar precisa pesquisar a empresa, o profissional, além dos valores e a quantidade das parcelas”, pontua.

 

 

 

Setor Destaque

Conforme o sócio-proprietário da empresa Braatz Consórcios, Carlos Braatz, o consórcio vem se destacando há muito tempo, mas se fortalece no Sul justamente porque as pessoas estão habituadas com a programação de pagamento.

“O consórcio é uma forma de poupança porque você vai depositar o dinheiro, com a diferença de que o resgate acontece no momento de ser contemplado. O consórcio de imóvel está crescendo muito de quatro anos para cá porque as taxas são atrativas e têm leve aumento apenas para acompanhar o mercado fi nanceiro”, informa.

A taxa média de juro adotada pela administradora que a empresa trabalha está na faixa de 1% ao ano, sendo que a faixa de valor mais escolhida pelos clientes gira na casa dos R$ 200 mil, contudo estão disponíveis planos mais expressivos.

As formas para ser contemplado no consórcio são por meio de sorteio, através da parcela paga em dia, ou então do lance fixo, livre ou embutido. Braatz diz que o consorciado pode utilizar o recurso para adquirir imóvel, reformar, comprar terreno ou se já tem o lote pode construir, além de comprar área rural, apartamento, sala comercial, mas deve ser investido no segmento imóvel. “Após ser contemplado, ele decide de quem e onde comprar”, expõe.

Na visão dele, no Brasil o consórcio de imóvel sempre foi mais vantajoso na questão financeira da parcela e da taxa. “O que dificulta um pouco é que no financiamento a liberação acontece mais cedo e no consórcio a pessoa precisa de um valor para dar de lance. Na comparação de valores finais o consórcio dá de dez a zero no financiamento”, enfatiza o empresário, acrescentando: “na nossa representação o consórcio de veículos está na frente em quantidade de cotas, porém o imóvel lidera por envolver cartas de crédito mais altas”.

Um cuidado que os interessados em fazer um consórcio devem ter, orienta Braatz, é pesquisar ao máximo a empresa antes de tomar uma decisão.

“É importante saber quantos anos tal empresa tem de mercado, se tem idoneidade, se há ou não reclamação no Banco Central, porque isso vai fazer diferença lá na frente. Cabe alertar que vale escolher a parcela integral por trazer mais agilidade e segurança aos interessados. Além do mais, a pessoa com bom histórico de pagamento terá seu crédito liberado mais facilmente ao ser contemplada no consórcio”, assegura.

 

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