Marechal

Projeto Justiça e Cidadania na Escola é lançado em Marechal Rondon

Objetivo é contribuir para a conscientização da sociedade sobre seus direitos e deveres, bem como melhorar a interação entre os membros do Poder Judiciário e a comunidade
Professores dos 5º anos tiveram formação com o juiz Renato Cigerza e a psicóloga Romilda Guilland na manhã de ontem (10), no Fórum de Marechal Cândido Rondon (Foto: O Presente)

Com o intuito de conscientizar professores e alunos sobre os caminhos para exercer seus direitos e a importância de cumprir seus deveres, foi lançado ontem (11), no Fórum de Marechal Cândido Rondon, o projeto denominado “Justiça e Cidadania também se aprendem na escola”. A ação é fruto de uma parceria entre a prefeitura rondonense, por meio da Secretaria de Educação, com o Poder Judiciário, e contemplará, neste primeiro momento, alunos dos 5º anos da rede municipal de ensino. Neste ano, o projeto será desenvolvido com 18 turmas, de dez escolas municipais do perímetro urbano, abrangendo 395 alunos.

Realizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o projeto visa ampliar o esclarecimento da população acerca de questões que envolvam Justiça e cidadania. Em Marechal Rondon, o projeto acontece sob coordenação do juiz da Vara da Infância e Juventude, Renato Cigerza, e pelas psicólogas do Serviço de Apoio à Infância (SAI), Romilda Guilland e Sheila Tatiane Covatti, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e com os acadêmicos do 4º ano do curso de Direito da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Já na primeira etapa do projeto, realizada no Fórum, os professores dos 5º anos tiveram formação com o juiz Renato Cigerza e a psicóloga Romilda Guilland. Na ocasião, os docentes receberam cartilhas para serem trabalhadas em sala de aula com os alunos e sanaram dúvidas sobre o projeto e conteúdo. “Para a execução, que durará mais de dois meses, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná disponibiliza cartilhas sobre os temas da campanha (Justiça e cidadania), as quais são trabalhadas em sala de aula pelos professores. Depois, os acadêmicos da Unioeste irão reforçar o conteúdo das cartilhas e tirar dúvidas dos alunos em visitas realizadas às escolas municipais”, explica o juiz da Vara da Infância e Juventude.

Em um terceiro momento, os alunos serão levados às dependências do Fórum da comarca para conhecer as instalações e entender como funciona o serviço prestado pelo Poder Judiciário em âmbito estadual. “No Fórum, os alunos serão recebidos por mim e pela equipe do SAI, oportunidade em que realizaremos uma palestra relativa a um tema da campanha e também sanaremos dúvidas dos estudantes em um bate-papo informal e descontraído”, pontua Cigerza.

No âmbito acadêmico, ainda serão desenvolvidas produções culturais, tais como teatros, músicas, desenhos, cartazes e redações ligadas ao tema da campanha. É obrigatória a elaboração de uma dissertação, com o máximo de 15 linhas, sendo que cada professor escolherá os três melhores alunos de sua turma. “As redações serão encaminhadas ao Fórum, sendo que eu escolherei a melhor de cada turma e entregarei medalhas em uma premiação simbólica que ocorrerá no momento do fechamento do projeto, a ser realizado nas dependências no Tribunal do Júri da comarca”, salienta o juiz.

 

Cidadãos conscientes

Ele destaca a importância da criança aprender desde cedo sobre a Justiça e seu papel na sociedade. Conforme o magistrado, ter contato com os temas do projeto é primordial na construção de cidadãos conscientes de seu papel na sociedade. “Apenas a educação pode constituir verdadeiros cidadãos e mudar o país. E são com ideais singelos como estes que se busca capacitar a população, incutindo nas crianças os direitos e deveres que possuem para que possam se tornar adultos mais maduros e instruídos de seu relevante papel dentro de um Estado Democrático de Direito”, finaliza Cigerza.