Política

Temer diz que reforma da Previdência vai garantir direitos de quem mais precisa

(Foto: Reuters/Adriano Machado)

O presidente Michel Temer voltou a defender a reforma da Previdência nesta quinta-feira (09), destacando que ela vai garantir os direitos “de quem mais precisa”.

“O Brasil voltou e agora é hora de olhar para frente e dar mais eficiência ao dinheiro que você paga impostos. Por isso a gente precisa fazer, por exemplo, a reforma da Previdência. Queremos uma reforma que garanta direitos de quem mais precisa”, disse Temer em uma entrevista à Voz do Brasil, programa do sistema estatal de comunicação.

Segundo o presidente, a reforma vai garantir os direitos de quem ganha até dois salários mínimos e “combate privilégios de quem ganha mais de 20, 30 mil”.

“Quem ganha até dois salários mínimos não vai ter prejuízo nenhum, por isso que precisamos e estamos buscando o empenho de todos, Congresso Nacional, sociedade, para fazer a reforma justa que promova o desenvolvimento do Brasil nos próximos anos”, disse.

Mais cedo, Temer disse estar “animadíssimo” com as articulações que estão sendo feitas desde a o início da semana em torno da aprovação da reforma.

“Eu estou animado porque hoje eu tenho o apoio do presidente (da Câmara) Rodrigo Maia, do presidente (do Senado) Eunício Oliveira, fizemos várias reuniões nesses dois, três dias”, disse Temer a jornalistas, logo após evento no Palácio do Planalto.

O presidente sinalizou que há espaço para a reforma ser aprovada, desde que se explique “direitinho” o objetivo da “verdadeira” reforma da Previdência e sua importância.

“O objetivo dela é combater privilégios e preservar os mais vulneráveis, não há nenhuma modificação em relação aos mais pobres, o que há sim é uma quebra de privilégios que hoje não podem mais continuar”, disse.

Para Temer, a importância da reforma ficou constatada quando no início da semana ocorreu a “simples hipótese” de que seria difícil aprová-la, o que levou a Bolsa de Valores cair e o dólar subir.

Segundo o presidente, isso foi uma “lição”, lembrando que, depois, quando se afirmou que a reforma seria retomada, a Bolsa voltou a subir e o dólar caiu.

Com informações Reuters